A Polícia Civil vai exumar o corpo da gestante e manicure Thaysa Campos dos Santos, de 23 anos, no próximo dia 6 de agosto. A exumação foi autorizada pelo Tribunal de Justiça do Rio.

Grávida de oito meses, ela foi morta em setembro do ano passado. O corpo de Thaysa foi achado na linha do trem em Deodoro, na Zona Oeste do Rio, mas o bebê que esperava não foi encontrado em seu ventre no exame cadavérico feito no Instituto Médico Legal (IML).

A jovem não era vista há uma semana.

A Polícia Civil acreditava que Thaysa foi morta pelo tráfico da Favela do Triângulo, em Deodoro.

Segundo depoimentos na Delegacia de Descoberta de Paradeiros, Thaysa saiu de casa às 22h do dia 4 de setembro e foi até a favela para buscar uma bolsa de maternidade.

A polícia sabe que ela ficou até 1h do dia 5 e que possivelmente pode ter sido alvo de uma emboscada de traficantes.

Entre as possíveis motivações para o crime, a polícia investiga ameaças recebidas por Thaysa pela namorada de um traficante. Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a relação do pai do filho da vítima com uma pessoa da comunidade.

Thaysa deixa um menino de 5 anos e uma menina de 7 anos, que moram com a avó paterna.

Autópsia

A autópsia no corpo da manicure Thaysa indicou que a bebê que ela esperava não estava no ventre da jovem.

As informações sobre o laudo cadavérico foram publicadas pelo Extra e confirmadas pela TV Globo.

A perícia afirma ainda que não havia vestígios da placenta ou sinais de cortes no ventre de Thaysa.

Jacqueline Campos, mãe da manicure, pediu que as autoridades se esforcem para descobrir o que houve com o bebê.

“Minha netinha Isabela está desaparecida. A gente não sabe o que aconteceu com essa criança. Agora vem um turbilhão de informações de que minha filha pariu essa criança”, disse.

Fonte: G1

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