A Operação ‘Apáte’ realizada há quatro meses nas cidades de Divinópolis, Nova Serrana, na capital Belo Horizonte, Contagem, na Região Metropolitana e João Monlevade, na Grande Minas, desarticulou um esquema de falsificação de máscaras hospitalares e industriais contra a Covid-19, que colocava em risco milhares de pessoas. Dois suspeitos foram detidos em flagrante durante as ações na terça-feira (30).

A Polícia Civil não detalhou quais ações específicas forma realizadas nas cidades do Centro-Oeste e nem onde os suspeitos foram presos. Cerca de 70 policiais participaram da ação nas cidades mencionadas.

“Fomos cumprir uma busca e apreensão em uma fábrica onde eram produzidas as embalagens. Em uma única nota fiscal eles receberam a encomenda de 100 mil embalagens de uma única marca. Mas lá encontramos os moldes [para embalagens] de outras marcas. Então, estamos partindo do número mínimo de 100 mil máscaras falsificadas”, disse o delegado Magno Machado.

Investigação

A investigação começou depois que uma das marcas de fabricação de máscaras, vítima do esquema, procurou a polícia. Durante as investigações, foram descobertos indícios de que as máscaras falsas podem ter sido vendidas inclusive para prefeituras do estado.

“Nós vamos precisar ainda aprofundar as investigações para ter certeza de quais prefeituras foram vítimas e em quais prefeituras foram fornecidos esses equipamentos falsos, porque ocorreram de licitações de material de proteção contra o Covid, de proteção à saúde em trabalhos, isso temos certeza que ocorreu. Mas vamos ter que verificar. Agora vamos ter que verificar onde foram entregues essas mercadorias e se elas eram todas falsas ou parte falsas”, disse o delegado.

Há indícios de que até cinco marcas foram prejudicadas. Mas, para a polícia, as principais vítimas são as pessoas que utilizam as máscaras e acreditam que estão protegidas.

“Se um trabalhador utilizar essas máscaras em ambiente hospitalar falsificada, provavelmente, ele vai se contaminar com agentes patológicos. De outra forma, a de uso industrial, se o trabalhador utilizar essa máscara falsificada, ele vai aspirar produtos químicos, poeira, pó de cimento, o que certamente vai comprometer a saúde dos seus pulmões”, afirmou Machado.

Indícios de falsificação

Além do preço abaixo do praticado pelo mercado, outro indício de falsificação é a qualidade inferior das máscaras.

“Temos as diferenças físicas ao pegar nas máscaras. Começa na embalagem e vai pelo material utilizado para a confecção das máscaras, inclusive na fixação do clipe nasal”, enumerou.

As informações preliminares apontam oito suspeitos de envolvimento no esquema. As investigações agora seguem para investigar suspeita de crimes de sonegação, lavagem de dinheiro, além de fraude em licitação.

Fonte: g1 Centro-Oeste

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