Belo Horizonte e mais duas cidades da Região Metropolitana tiveram registros de ataques contra forças de segurança nesta terça-feira (31). No caso mais grave, dois agentes penitenciários e um adolescente foram baleados próximo à Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem.

Os dois agentes chegavam para o trabalho quando foram baleados nesta manhã. De acordo com a PM, os suspeitos passaram em um carro e dispararam contra os agentes. Um estudante que andava pelo local também foi baleado. Os suspeitos fugiram no sentido Ribeirão das Neves.

Os três feridos foram socorridos pela ambulância do sistema prisional e levados para o Hospital de Contagem.
Natan Gomes da Silva levou um tiro no abdômen e outro na perna. O estado dele, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Contagem, é grave. Welber Vasconcelos Xavier levou um tiro no rosto, mas não corre risco de vida. O adolescente, de 13 anos, foi atendido e liberado.

Outros agentes da penitenciária protestaram contra os ataques e pararam atividades que não fossem emergenciais.

Em Sabará, na Grande BH, cinco suspeitos tentaram invadir um presídio localizado no bairro Caieiras. Eles atiraram contra os agentes e fugiram. Ninguém ficou ferido e nenhum suspeito foi preso.

Na capital mineira, a casa de um coronel da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi alvo de tiros ainda na madrugada desta terça-feira (31), conforme boletim de ocorrência. Suspeitos teriam atirado seis vezes contra o imóvel. Ninguém ficou ferido.

De acordo com a PM, levantamentos indicam possíveis suspeitos do crime, e a ação não teria relação com com “os episódios ocorridos do sistema penitenciário”.

Sobre o atentado em Contagem

Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta terça-feira, o secretário de Estado de Administração Prisional (Seap) , Francisco Kupidlowski, disse que várias hipóteses estão sendo investigadas, desde uma possível vingança até uma ordem que teria partido de uma facção criminosa dentro do presídio. “Nós seremos implacáveis na captura desses marginais. Não vamos tolerar ações desta natureza no nosso estado”.

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Fonte:

G1