Cerca de 2.500 policiais civis participaram, na tarde de sexta-feira (29), de outra manifestação na Praça 7, no Centro de Belo Horizonte. De acordo com o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol), durante assembleia realizada na Praça da Liberdade, ficou decidido que os trabalhadores vão entrar em estado de greve.
Ainda segundo o sindicato, o movimento grevista vai ocorrer dentro da legalidade. O Sindpol informou que a categoria decidiu entrar em estado de greve após o governo não dar retorno no prazo estabelecido sobre a pauta de reivindicações apresentada.
Os policiais pedem aumento no quadro de funcionários, equiparação remuneratória de delegados da polícia e representantes do Ministério Público, criação de um hospital da Polícia Civil, inclusão de benefícios e melhores condições de trabalho. Atualmente, o salário de um profissional da categoria é de R$ 2.040.
Os manifestantes fizeram um círculo em volta do obelisco, conhecido como pirulito da Praça Sete fechando alguns cruzamentos. Eles queimaram caixões. Segundo a corporação, o ato significa o enterro da corporação.
Por meio de nota divulgada à imprensa, a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) disse que as reivindicações apresentadas pelo Sindpol estão sendo analisadas. ?Como a maior parte delas tem impacto direto no orçamento do Estado é necessária uma avaliação técnica detalhada para qualquer decisão?, diz a nota.
Outra manifestação já havia sido promovida no dia 8 de abril e nos dias 12 e 13 do mesmo mês foi feita uma paralisação das atividades nas delegacias. Em Formiga, a Polícia Civil também aderiu ao movimento e funcionou em escala rotatória e com apenas 30% do efetivo, conforme orientação do Sindicato da Polícia Civil em Minas Gerais.

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