A BBC News (endereço eletrônico https://www.bbc.com/news/uk-56641596), no dia 05.04.2021, publicou o artigo “England’s lockdown to ease as planned on 12 April”, no qual o primeiro Ministro, Boris Johnson, com o avanço do programa de vacinação e a queda dos índices de internações e mortes, anunciou a possibilidade de no dia 12.04 reabrir bares e restaurantes (em locais abertos), lojas não essenciais, academias, cabeleireiros. Além disso, ele previu para 17.05 a reabertura de bares e restaurantes (em ambientes fechados) e a retomada das viagens internacionais, em um aceno para as companhias de turismo e de aviação, mas aconselhou as pessoas a não fazerem reservas de viagem. Todas essas previsões dependem da disponibilização de forma para certificar se as pessoas foram ou não vacinadas, chamada de passaporte da vacina, como forma de permitir às pessoas provarem o seus status e, com isso, voltarem a frequentar ambientes coletivos, como teatros, boates, eventos esportivos, festivais. A implantação do passaporte de vacina encontra-se em discussão quanto a afetação das liberdades e a origem da Grã-Bretanha de dois níveis.

Na geopolítica mundial, a Rússia, de Vladimir Putin, tem tido relações tensas com os Estados Unidos. A Rússia, fornecedora de gás natural para a Europa, diante da crise sanitária na União Europeia, ofereceu cooperação na área vacinal e manifestou a intenção de produzir a Sputnik V na Europa.

A pandemia do coronavírus, em 2021, vê o despontar de dois grupos de países.

Um grupo com a vacinação de grande parte da população (Grã-Bretanha, Estados Unidos, Israel), permitindo o início da reabertura mais segura das atividades econômicas e afrouxamento do isolamento social.

Outro grupo de países, onde se encontra a maior parte da população mundial, onde a vacinação está devagar e com caos sanitário e econômico.

A situação sanitária, com países em níveis diferentes, reflete as desigualdades em outros fatores, econômicos e sociais, onde se tem países ricos e pobres, países com tecnologia e sem tecnologia e, agora, países com vacinação e sem vacinação.

Enquanto países com maior nível de vacinação retomam as suas atividades econômicas, temos outros países paralisados com o número de mortos e infectados. Esse quadro perpetua e agudiza níveis de desigualdade entre os países, ficando os ricos mais ricos e os pobres mais pobres.

A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Papa Francisco pediram para serem direcionadas vacinas para os países mais pobres.

Por enquanto, os países ricos estão preocupados em solucionar os seus problemas sanitários e, somente depois, virão com ações ditas humanitárias e o discurso de auxiliar os países necessitados, mas com a intenção de perpetuar a dominação política e econômica sobre os países de seu raio de influência, pois, países sem tecnologia, sempre ficarão a mendigar ajuda e receberão as migalhas do que sobrar.

Euler Antônio Vespúcio – advogado tributarista

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