Na manhã de segunda-feira (29), o Presidente do Superior Tribunal de Justiça – STJ, em Brasília, em 3ª instância, negou o pedido de suspensão de uma liminar através da qual o ex-prefeito Wilson Marega Craide, o Craidinho, pretendia reassumir o cargo de prefeito em Piumhi, do qual tinha sido afastado por ordem judicial.

Desta decisão não cabe mais recurso. 

Craidinho agora terá que aguardar o julgamento do Tribunal de Justiça de Minas Gerais – TJMG, fora do cargo. 

No último dia 19, Wilson Craide teve julgado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais – TJMG, em 2ª instância em Belo Horizonte, pelo presidente do Tribunal de Justiça, Bitencourt Marcondes, um pedido de suspensão de liminar que retirou o ex-prefeito do cargo por improbidade administrativa, o qual também foi negado.

Craidinho foi condenado pela prática dos atos de improbidade administrativa. 

O MP alegou que o réu utilizou veículos e servidores do município de Piumhi para fins particulares, na realização de serviços na fazenda “Campo das Flores” de propriedade do Craide, o que configura a prática do crime de improbidade administrativa.

Com a decisão, estão mantidas as condenações já previstas na decisão de primeira instância ao prefeito Craide:

-Ressarcimento integral dos valores mal pagos por conta das contratações: Ao escritório de advocacia “Advocacia Donizetti” (R$ 91.400,25), o superfaturamento do preço de transporte de cascalho” (R$ 7.639,20) e irregularidades na aquisição de madeira (R$ 5.459,00), que somam o total de R$ 104.498,45, com juros de 1% ao mês, desde dezembro de 2004 época das contratações irregulares.
-Perda da função pública que hoje exerce no Município de Piumhi.
-Suspensão de seus direitos políticos por 8 anos.
-Pagamento de multa civil em benefício do município.
-Proibição de contratar com o poder público ou dele receber benefícios por 5 anos.

A condenação diz respeito à irregularidades cometidas durante a gestão de Creidinho frente à prefeitura de Piumhi ainda em 2004.

Fonte: STJ/Piumhi em Foco

print
Comentários