O prefeito de Piumhi, Wilson Marega Craide (Craidinho) e o vice dele, José Cirineu Silva, tiveram o mandato cassado, pela quinta vez,  por irregularidades cometidas nas eleições de 2012. De acordo com acusação feita pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), foram doados lotes e materiais de construção a eleitores, caracterizando compra de votos. A decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), já em segunda instância, determinou a posse do segundo colocado, Adeberto Melo (PMDB), mas somente será executada após publicação do acórdão referente a possíveis embargos de declaração. A decisão é de segunda instância e cabe recurso.  

Ainda de acordo com o Ministério Público, durante as investigações ficou comprovado que o prefeito e o vice prometeram aos eleitores bens para que votassem neles. As ofertas eram feitas inclusive por meio de telefonemas, além de terem sido relatadas por diversas testemunhas. Na busca e apreensão autorizada pelo juízo eleitoral no comitê dos candidatos, foram encontrados papéis com o nome de eleitores, endereços, telefones, alguns registrados com a letra L circulada e outros registrados com a palavra Lote. Foram encontrados também registros indicando a doação de valores destinados ao pagamento de passagens de eleitores que residiam fora da comarca.


 

Estado de Minas

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