A Prefeitura de Arcos decretou situação de emergência, nessa sexta-feira (14), após a forte chuva que atingiu a cidade na quinta (13). Um canal transbordou e inundou diversas casas e uma residência de dois andares desabou. Foram 107 milímetros de chuva em 1 hora e 30 minutos de chuva.

O decreto foi decidido durante reunião entre representantes da Prefeitura, membros da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. “O decreto será encaminhado para o governo do estado e o governo federal, pleiteando recursos para minimizar e consertar os estragos que a chuva causou ao município. O decreto também propicia contratar serviços com mais facilidade e agilidade, para que as obras sejam feitas o mais rápido possível”, explicou o prefeito Denilson Teixeira.

“Através deste decreto, a nível local, o Município terá maior capacidade de atender a essas pessoas que foram atingidas, principalmente as diversas burocratizações que o Município contará para contratar serviços para auxiliar essas pessoas. Posteriormente, com o reconhecimento federal, o Município também poderá contar com o apoio do Estado e da União para atuar nas ações de reconstrução e reparação dos danos causados”, enfatizou o tenente Matheus Cunha.

Foram 26 ocorrências atendidas pelos bombeiros na quinta e sexta, 27 famílias tiveram que ir para casa de parentes.

Estragos

O dia foi de contabilizar os estragos e prejuízos causados pela chuva. A região mais afetada foi próxima a Avenida Sanitária. Durante a manhã, ainda havia muita lama nas ruas de Arcos, em algumas mal dava para ver o calçamento.

O asfalto na Avenida Sanitária 2 ficou destruído, com crateras enormes. Várias árvores foram arrancadas durante o temporal e uma moto que foi arrastada, ficou cheia de mato. Prejuízos também na mercearia em que a vendedora Luana Alves trabalha. “Temos ainda muita lama e estamos ajeitando, mas o susto foi muito grande”, disse Luana.

A quantidade de chuva em menos de duas foi suficiente transbordar o Córrego dos Arcos. Carros foram arrastados pela correnteza e, no desespero, duas pessoas tentaram se proteger em cima de uma casa. A ideia foi do técnico agrícola Wallisson Geraldo, que ajudou a costureira Helena Sebastiana a entrar pelo telhado.

“Não tinha jeito não, era isso ou morrer. Não tinha outro lugar para ir, íamos morrer. Com a correnteza que estava, a força podia levar a gente. Não tivemos outra solução a não ser subir”, contou Helena. “Enquanto estávamos levantando os móveis, o nível da água subiu muito rápido. Tivemos que pular a janela do quarto, a água batia quase no peito, não tinha como sair, a correnteza estava muito forte. O único acesso que tivemos ideia foi o telhado”, explicou Wallisson.

Foto: Reprodução/TV Integração

 

 

Fonte: G1||
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