Todos nós concordamos com o que nos é ensinado pelos velhos ditados e, vez por outra, alguns deles, em razão de certos acontecimentos, são espontaneamente reavivados em nossas mentes.
Isso ocorreu nessa semana quando fomos bombardeados com notícias veiculadas pelos grandes órgãos de imprensa deste e de outros países, diante da tomada de posição mais que retardada do governo federal que anunciou haver liberado zilhões de reais por meio do BNDES para socorrerem o que restou do Museu Nacional. Assim sendo questionamos: não teria sido melhor que ao longo das últimas décadas tivesse o mesmo governo olhado para nosso patrimônio histórico cultural de forma diferenciada, mais consciente, menos “burra”?
Agora, por maior que seja o volume de recursos disponibilizados “Luzia está morta”. Saibam que esta afirmativa poderá até ser entendida como jocosa, pois, de fato, neste país do “faz de conta”, até uma múmia está sujeita a um atentado imoral, mortal, em razão da incompetência de nossos dirigentes. Aliás, “uma” que ocupou, não faz muito tempo, a cadeira maior deste arremedo de nação lamentou, publicamente, a “morte das múmias” quando foi indagada a respeito daquele “acidente” que, convenhamos, era mais que previsível.
Dito isto, é de pensarmos e muito sobre o que ocorre lá no Rio e cá no restante do país. Certamente, museus de pequeno, médio ou de grande porte, bibliotecas públicas, e outros acervos que comportam bens culturais de valor inestimável correm o mesmo risco que ao final destruiu o Museu Nacional.
Aqui mesmo, nesta cidade, numa rápida visita a alguns prédios públicos, constatamos esta triste realidade.
A culpa não é desta administração. A mazela vem de longa data, mas, em sendo esta uma equipe que adotou como lema a frase: “Administração com responsabilidade”, certamente dentre as suas prioridades, agora estará incluída esta que o ocorrido no Rio de Janeiro acaba de nos ensinar. Todos sabem que drama como aquele é algo factível, inesperado, é tragédia anunciada sem data para ocorrer se as medidas cabíveis e recomendáveis continuarem no esquecimento.
Prevenir é sim, muito melhor que remediar e isto vale para tudo, inclusive para evitarmos, por exemplo, os dissabores trazidos pela falta regular de fornecimento de água e, num outro exemplo a ser anotado, lembramos que melhor que cuidarmos dos acometidos pela febre maculosa será sempre promovermos ações como as já iniciadas em outras cidades. Interdições, pulverizações nos locais por onde as capivaras transitam ou se aglomeram são algumas delas.

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