Há exato meio século, eram feitas as primeiras imagens do lado oculto da Lua. O feito foi obtido através de fotos borradas, clicadas pela sonda soviética Luna 3, que revelaram uma fisionomia muito diferente da face visível. Até então, cientistas conheciam somente os mares da Lua. Graças as fotografias, foi possível observar um relevo acidentado, repleto de montanhas, e com dois vales escuros, conhecidos desde então como Mar de Moscou e Mar dos Desejos.
A missão partiu da Terra no dia 4 de outubro de 1959, lançada durante a Lua Nova, quando a face oculta permanece iluminada pelo Sol. Logo após o lançamento em Baikonur, no Cazaquistão, após deixar a atmosfera, a sonda apresentou problemas técnicos: o sinal de rádio tinha a metade da potência esperada. Para agravar a situação, o módulo aquecia mais rápido do que o previsto.
Após os problemas serem solucionados, os sensores da sonda identificaram o ângulo ideal para as fotos no dia 7 de outubro lulas. A câmera funcionou durante 40 minutos. Tinha duas lentes: uma capaz de focar todo o disco lunar e outra que registrava detalhes na superfície. As fotos foram registradas em filme 35 milímetros resistente à radiação e à variação térmica. Depois, um dispositivo mecânico revelava o material dentro da sonda.
Um scanner primitivo, construído com um tubo de raios catódicos, semelhante ao encontrado em televisores, varria o filme revelado e transformava as informações ópticas em sinais elétricos, enviados então para a Terra. O sinal era decodificado e as imagens, reconstruídas. Chegaram 29 fotografias

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