Com o Carnaval, começa a maratona dos foliões. Correr atrás do trio elétrico, beber embalado ao som do axé ou dos sambas-enredo das agremiações, aproveitar a festa o máximo possível. Esse é o lema dos jovens durante quatro dias de festa. A Quarta-feira de Cinzas já se tornou o dia oficial da ressaca. E é só a partir deste dia que o ano realmente começa no Brasil.
Mas os médicos alertam para o perigo da ?sonorexia? entre os foliões. Sonorexia é uma palavra que une ?sono + anorexia?. Este ainda não é um nome científico, mas define o exagero da privação do sono que, nesse caso, acontece conscientemente.
Segundo especialistas, geralmente a sonorexia acontece porque a pessoa tem a sensação de não conseguir dar conta de tudo o que se quer ou precisa fazer nas 24 horas do dia. Nesse caso, voluntariamente, ela vai se privando das horas de sono a que o seu organismo precisa. Inicialmente, pode até haver uma falta real de tempo. Mas o problema tende a se tornar crônico quando a pessoa ?descobre? que dormir menos significa aproveitar mais o tempo. No carnaval isso é comum porque muitos querem curtir muito mais as horas do dia (e da noite) e, é claro, deixam o sono de lado.
Para não perder um só minuto da festa, muitos apelam para vários recursos, como beber energéticos, tomar muito café. Com isso, a agitação vai só crescendo e a vontade de dormir fica cada vez menor, até chegar à sonorexia. Mas nem todo mundo tem a disposição de Helena. Para não perder um minuto do Carnaval, apela para vários recursos. Vai tomando café, vai bebendo energéticos, vai ficando agitado, vai dormindo cada vez menos. Só que, ao final da maratona, o corpo está um ?caco?.
O que as pessoas precisam saber é que o sono diurno não substitui o noturno com a mesma eficiência. Por isso, o sonoréxico fica lento e tem o raciocínio prejudicado. É bom ficar atento para esse problema de saúde, especialmente se for dirigir.

print
Comentários