Lorene Pedrosa

Não é de hoje que moradores, comerciantes e a população de Formiga em geral reclamam do mau cheiro e sujeira causados pelas garças que “vivem” em árvores localizadas na avenida Paulo Lins, mais especificamente, próximas a ponte da rua Bernardes de Faria, no Centro. Mas a partir de esforços feitos pela administração municipal e o Ministério Público, por meio da orientação de institutos de proteção e defesa da fauna e da flora, a “pendenga” pode estar perto do fim.

O problema se arrasta há anos e são recorrentes os pedidos da comunidade para que algo seja feito para, pelo menos, minimizar os impactos negativos na vida de quem precisa conviver com a situação. Cartazes foram afixados embaixo das árvores onde vivem as aves, comprovando a indignação de pessoas que há anos convivem com o mau cheiro e a sujeira.

A ação de iniciativa popular mais recente foi o ofício protocolado no Legislativo da cidade elaborado e assinado pelo advogado Benjamim Belo Pereira, por meio do qual são pedidas providências urgentes por parte dos vereadores para que algo seja feito. No documento, são destacados pontos como o impacto visual negativo em pleno Centro da cidade e danos trazidos à saúde de quem mora ou trabalha nas proximidades como dores de cabeça constantes e agravamento de problemas respiratórios. O advogado cita ainda, uma perícia realizada pelo Ministério Público que concluiu pela necessidade de realização de um plano de manejo e a necessidade de retirada de algumas árvores doentes que atualmente colocam em risco a população.

O ofício foi lido durante a reunião do Legislativo de segunda-feira (19), e vereadores propuseram mais uma reunião na presença de representantes da comunidade com o Ministério Público e administração municipal para que, novamente, se tente uma solução para o impasse, porém, junto a administração, as notícias são mais conclusivas e já apontam uma solução para o impasse.

A solução

Em entrevista ao jornal na quinta-feira (22), o secretário de Gestão Ambiental, Marcelo Senne, deu detalhes do passo em que se está para a solução do problema, em definitivo.

Marcelo explicou que desde o início, a preocupação do município foi garantir a segurança e o bem-estar da população, sem desrespeitar o que prevê a legislação no que diz respeito à proteção de plantas e animais. “Depois de muitas análises e estudos, decidimos mudar o foco. Resolveremos o problema das árvores mortas e doentes que estão na área onde as garças vivem atualmente e cremos que o resultado será também o remanejamento das aves”, explicou.

Uma das providências tomadas pela Secretaria de Gestão Ambiental em conjunto com o Ministério Público foi ouvir os técnicos do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) do MPMG que atestaram que dentre as árvore plantadas naquela área que já possuem mais de 60 anos, há algumas doentes e outras já mortas. O passo seguinte foi ouvir técnicos do Ibama e do IEF.

Na terça-feira (20), foi realizada mais uma visita de técnicos do Instituto Estadual de Florestas quando foram definidas quais as árvores da espécie conhecida com Falsa Seringueira serão suprimidas parcialmente (poda) e as que serão cortadas. “Com essa medida, as aves mudarão de local e um plano de manejo indicará os próximos passos que trarão segurança e alívio para a população sem que as aves migratórias sejam sacrificadas”, encerrou o secretário.

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