“…É para mim um prazer conversar com pessoas de idade bastante avançada. Efetivamente, parece-me que devemos informar-nos junto deles, como de pessoas que foram à nossa frente num caminho que talvez tenhamos de percorrer, sobre as suas características, se é áspero e difícil, ou fácil e transitável”. Este trecho do livro A República, escrito por Platão, que viveu de 429-347 a.C (antes de Cristo), mostra o reconhecimento, antes mesmo da nossa era, da importância de convivermos com pessoas mais velhas, mais experientes e com lições de vida para nos ensinar, pois melhor do que aprender com os erros, é apreender os erros dos outros e não cometê-los. Neste ponto, estas pessoas são uma história viva de lições.
As pessoas mais velhas podem ter algumas dificuldades físicas limitantes e apresentar também doenças aguçadas, mas mantêm intacta a sua capacidade de pensar e protagonizar um diálogo.
A vida nos dá e nos tira. É na velhice que mais se perde o que se ganhou de capacidade física. Por exemplo, aprendeu a trabalhar na mocidade e agora aposenta, ganhou agilidade e força física e estas diminuem, comia qualquer alimento e tem dificuldade de alimentar em algumas ocasiões, assim, a saúde de uma vida inteira começa a ficar restrita, os movimentos rápidos cedem à lentidão de passos, a coordenação motora diminui e é necessário pensar em cada movimento. A sociedade, ao perceber as dificuldades dos idosos, passa, muitas vezes a achá-los um fardo a ser suportado e carregado, e esta atitude acaba por agravar o quadro psicológico deles.
Devemos cuidar das pessoas mais velhas, pois todos nós no futuro chegaremos a esta fase da vida e, além disto, deveríamos respeitar e valorizá-los, pois eles trabalharam e merecem o nosso respeito.  A terceira idade não é o fim da vida e sim o início de um novo estágio dela. É o momento para exercer atividades que lhes traga prazer, ter atividades extrafamiliares, visando aumentar a sua autoestima. Além disto, devem exercer atividades intelectuais, como a leitura e palavras cruzadas.
As famílias devem delegar tarefas para os idosos exercerem sem sacrifícios e dentro de suas possibilidades, pois eles adoram ser úteis e se sentem felizes por estarem integrados no dia-a-dia dos familiares.
Também a família deve respeitar a autonomia, independência, dignidade do idoso, incentivando-o a ter atividades individuais e em grupo, como ter um hobby, passear, ter reuniões culturais e manter contatos com pessoas de sua faixa etária.
Importante também a família estar atenta aos cuidados com a saúde do idoso, com alimentação saudável, atividade física regular, fazer um controle médico periódico, ter amigos e manter contato com parentes.
No Brasil os idosos têm angariado diversos direitos, consolidados no Estatuto do Idoso (Lei n° 10.741, de 2003), como a prioridade no atendimento, vagas de estacionamento e assentos em ônibus demarcados, etc.
Atitudes simples fazem a nossa vida mais prazerosa e nos faz ter o sentimento de utilidade, assim todos os cidadãos devem respeitar os idosos e lutar para garantir os seus direitos mínimos, como a prioridade no atendimento, na utilização dos assentos em ônibus ou mesmo em locais públicos ou privados, ajudando-os a atravessar a rua ou mesmo carregar uma compra.
Após uma convivência e atenção com idosos, ter-se-á o prazer de receber o agradecimento e também poder desfrutar de uma conversa rica de experiências de vida, pois eles são professores da vida e estão dispostos a ensinar aos alunos dispostos a ouvi-los.

Imprimir

Comentários