Por Priscila Rocha 

Os professores de seis escolas estaduais de Formiga paralisaram as aulas nesta quinta-feira (14) devido ao atraso no pagamento do salário.

Desde 2016 o Governo de Minas Gerais está parcelando os salários dos servidores. De acordo com o calendário de pagamento de junho, a primeira das três parcelas dos salários de todos os servidores deveria ter sido creditada nessa quarta-feira (13),  mas segundo os professores, apenas os servidores das áreas de segurança e saúde foram pagos. “O Governo vem fazendo uma diferenciação entre as classes, pois pagou o salário dos servidores da segurança pública e da saúde na data prevista, ou seja, dia 13, demonstrando assim um descaso pela educação. O que nos indigna é que o governo somente se preocupa com as categorias que, se paradas, geram o caos social imediato. Para ele, crianças e adolescentes em casa, sem aula, não é um problema. Esta não é a nossa opinião, estamos preocupados com o ano letivo, com as aulas perdidas, pois como educadores preocupamo-nos com o futuro do país. Porém, ao mesmo tempo, dependemos do nosso salário, que é nosso direito”, informou por meio de nota os professores da Escola Estadual Dr. Abílio Machado (Polivalente).

Das sete escolas de Formiga apenas na Escola Estadual José Bernardes de Faria as aulas ocorrem normalmente. As aulas foram paralisadas nas escolas: Polivalente, Aureliano Rodrigues Nunes, Jalcira Santos Valadão (Normal), Joaquim Rodarte, Rodolfo Almeida e Tonico Leite (GOT).

De acordo com a vice-diretora da escola Aureliano, Pollyana Xavier, em respeito aos pais dos alunos do fundamenta I as aulas do turno vespertino desta quinta ocorrerão normalmente. Também no Rodolfo Almeida, as aulas do fundamental I estão ocorrendo normalmente na manhã desta quinta.

Os professores do Polivalente realizaram uma manifestação na porta da escola. De acordo com a nota divulgada pelos profissionais, “esta reivindicação é pontual, porém vários outros problemas têm nos atingido. A maioria dos médicos já não atende pelo IPSEMG, pois o governo não faz o repasse devido; os bancos não fazem mais empréstimo com desconto em folha, pelo mesmo motivo do IPSEMG e nosso 13° foi divido em 4 vezes. Com tudo isso, a maioria dos servidores tem enfrentado situações constrangedoras com seus credores, bancos, empréstimos, entre outros. Fica o questionamento: quem nos reembolsará dos juros pagos todos os meses? Vocês trabalhariam sem receber? #somostodosprofessores  #semsaláriosemtrabalho”.

Foto: Divulgação

As aulas serão retomadas em todas as instituições após o governo realizar o pagamento dos profissionais.

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