Obter a cura de 85% dos pacientes com tuberculose, detectar mais de 70% dos casos e não permitir o abandono do tratamento pelos pacientes, que por algum motivo deixaram de concluir o tratamento. Para cumprir estas metas mundiais referentes à doença, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) promoveu uma mudança no modelo de assistência ao paciente com tuberculose no Estado. A experiência adotada em Minas, com possibilidade de expansão para outras regiões do país, visa reorganizar o sistema de atendimento ao paciente.
Minas Gerais, nos últimos anos, atingiu boas metas como a detecção de mais de 90% dos casos, e o novo modelo de assistência ao paciente com tuberculose reforça este objetivo. ?Estamos cumprindo o Pacto pela Saúde, mas percebemos a necessidade de melhorar a taxa de cura da doença. Por isso chegamos à conclusão que seria necessária a mudança do sistema assistencial?, afirmou o coordenador estadual de Pneumologia Sanitária, Edílson Correa.
O programa de Tuberculose em Minas Gerais é o primeiro do Estado a reorganizar o modelo assistencial por meio da formatação das redes de atenção. Além de Belo Horizonte, esta experiência começou a acontecer nas outras cidades que compõem a macrorregião Centro: Betim, Contagem e Vespasiano. Devido a situação epidemiológica nestes municípios, que corresponde a mais de um terço dos pacientes com tuberculose no Estado, estas cidades foram escolhidas para a implementação inicial deste novo modelo de atenção ao paciente.
Estratégia
Utilizando a estratégia DOTS (Directly Observed Therapy Short-Course -Tratamento Diretamente Observado), criada pelas instituições de saúde internacionais como um conjunto de ações para o cuidado do paciente com tuberculose, Minas aplica esta estratégia dentro de outra realidade de modelo assistencial. ?Esta é a primeira experiência em um programa de tuberculose no mundo e constitui uma nova realidade no modelo assistencial?, destacou Edílson.
Segundo o coordenador, o maior diferencial neste esquema terapêutico são a organização e a formatação das redes de atenção. Partindo do paciente com tuberculose, é realizada uma estratificação de acordo com o grau de risco de morbidade e de abandono. Com este princípio e em parceria com representantes dos municípios, da UFMG e especialistas nas áreas respiratórias, cada um dos pacientes é classificado.
Também foram estudadas a capacidade operacional de cada município da macrorregião e nomeamos o que cada um deles, de acordo com o grau de risco do paciente, pode oferecer para a rede. O modelo foi pactuado no final do mês de dezembro na reunião de Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que constitui um fórum institucional sobre os procedimentos que serão realizados. Completando o modelo, também serão criados indicadores de acompanhamento que irão verificar a evolução do processo de otimização do atendimento aos pacientes.

Imprimir
Comentários