A Polícia Militar lançou em Arcos, na noite dessa quinta-feira (3), o programa ‘Rede de Vizinhos Protegidos’. O evento ocorreu no auditório da PUC Minas.

O programa de prevenção à criminalidade é uma ferramenta de prevenção criminal de baixo custo, cujos resultados são de curto prazo.

De acordo com as estatísticas, crimes como furtos a residências, roubos a mão armada a transeuntes, a estabelecimentos comerciais e arrombamento de veículos apresentaram reduções consideráveis após a implantação do projeto em outras localidades.

Inicialmente, cinco bairros foram contemplados após os moradores dessas regiões procurarem a Polícia Militar manifestando o interesse na implantação do programa, que é desenvolvido pelos próprios moradores com a supervisão e apoio técnico da PM.

No lançamento do programa marcaram presença 109 pessoas, entre elas o comandante da PM em Arcos, tenente Bittencourt; os responsáveis diretos pela supervisão das ‘redes’, sargento Vieira e sargento Jonas; o vice-prefeito municipal, Ralph Carvalho; os coordenadores do programa em cada bairro, vereadores, entre outros.

Ao final, foram entregues 234 placas que serão afixadas nas residências como forma de identificação, informando que aquele imóvel pertence à ‘rede’. Com o passar do tempo, a tendência é que mais pessoas venham a aderir ao programa e moradores de outros bairros se mobilizem para a implantação de outras redes.

O programa:

O programa foi lançado em Arcos no dia 16 de fevereiro, em uma reunião que mobilizou os moradores dos bairros Grajaú, Cidade Jardim, São Pedro, Cidade Nova e Lurdes. Durante o encontro, o tenente Rodrigo, do 63º Batalhão da PM de Formiga explicou que o objetivo do projeto é formar uma rede de vizinhos que se ajudam mutuamente.

Os próprios moradores são uma espécie de ‘câmeras vivas’, ou seja, orientados pela Polícia Militar, adotam estratégias para se proteger. As pessoas se organizam com o objetivo de coibir as ações dos criminosos, repassando informações de qualquer atitude suspeita, imediatamente para a PM, por meio de meios de comunicação alternativos.

Uma segunda reunião ocorreu no dia 29 de março, na Câmara de Vereadores, onde moradores dos bairros Lourdes, Cidade Nova, São Pedro, Cidade Jardim e Grajaú, levaram à PM as demandas de segurança local. Com isso, o tenente Bittencourt, sargento Jonas e sargento Vieira passaram a atuar diretamente na questão, orientando os coordenadores dos bairros sobre os passos a serem dados e a dinâmica do sistema.

Composição

A Rede de Vizinhos é composta por moradores de um determinado bairro ou região, em grupos de residências circunvizinhas. Nas reuniões com a PM, os moradores são orientados sobre medidas de segurança que devem tomar cotidianamente. Devido aos bons resultados, a Rede de Vizinhos Protegidos está sendo experimentada em diversas cidades do Estado e até mesmo em outras localidades do país.

As pesquisas mostram ainda que, em sua grande maioria, os vizinhos não se conheciam e que, durante boa parte do dia, as ruas estavam sempre desertas. Baseando-se em dados estatísticos, segundo os quais uma grande parte dos crimes era praticada depois que as pessoas saíam para trabalhar, foram feitas reuniões com a finalidade de mudar os hábitos dos moradores. A medida surtiu efeito em pouco tempo.

Medidas para criar a rede

  • Sensibilizar as pessoas, conforme artigo 144 da Constituição Federal, que diz: “Segurança pública é dever do Estado e direito e responsabilidade de todos”. A comunidade deve participar das cobranças e do planejamento das ações relativas à segurança. Requer interesse, engajamento e comprometimento das pessoas.
  • Ingressar na Rede: conjunto de moradores reunidos em grupos de até cinco residências circunvizinhas. Como a Rede é entrelaçada, uma residência pode pertencer a dois grupos. O principal objetivo de cada laço é a integração de todos os componentes. Para tanto, é necessário conhecer o vizinho, seus contatos e até hábitos. Bem estruturada, a Rede proporciona condições mais adequadas para a discussão de problemas complexos, facilitando a tomada de decisões. Após a formação do laço, afixar a placa Residência Monitorada pela PM.
  • Criar a Rede de Verificação: cadeia de contatos de uma residência para a outra. Os integrantes da Rede estabelecem a forma de atuação, considerando horário, senha e outros fatores relevantes para os moradores. Pode ser feita através do telefone e outras formas de comunicação.
  • Criar a Rede de Vigilância Mútua: processo de observação do movimento nas imediações da residência vigiada, para detectar a presença de pessoas ou veículos estranhos ou em atitude suspeita. Funcionar como câmera viva – o sinal de perigo é dado através de som (apito, por exemplo) ou códigos combinados. Em caso de invasão ou flagrante criminoso, os moradores fazem um barulhaço, mobilizando toda a Rede de Vizinhos Protegidos.
  • Providenciar a melhora da iluminação da rua. Pode ser feito com a instalação de um holofote em pontos estratégicos da rua. A lâmpada pode ser acesa pelo sistema de fotocélula ou outro mecanismo.

(Foto: divulgação Portal Arcos)

 

Fonte: Portal Arcos ||

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