Galos explorados em rinhas estão sendo reabilitados em Formiga. A ideia do projeto é alcançar a reabilitação da saúde física e mental de galos utilizados em combates e que foram apreendidos em fiscalizações.

A promotora de Justiça Luciana Imaculada de Paula, responsável pela Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna (Cedef), explicou que a destinação dos galos costuma ser um desafio para os órgãos públicos que combatem as rinhas.

O trabalho é uma parceria entre o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna (Cedef) e da 4ª Promotoria de Justiça de Formiga, o Centro Universitário de Formiga e a Associação Regional de Proteção Ambiental (Arpa II) de Divinópolis.

De acordo com o MPMG, a iniciativa foi desenvolvida e testada com sucesso pelo professor da Unifor-MG, Dênio Garcia.

Após serem resgatados, os animais ficam em quarentena. Eles são submetidos à triagem, ressocialização e readaptação antes de serem reintegrados ao meio ambiente.

Um parecer técnico da Central de Apoio Técnico do MPMG apontou os inúmeros abusos e maus-tratos a que os animais são submetidos para que se tornem violentos e aptos a participarem das lutas.

O tenente Flávio Santos da Polícia Militar de Meio Ambiente destacou que as penalidades serão diversas. “A pessoa vai responder pelo artigo 32 da Lei 9605, quando ela pratica maus tratos a esses animais”, disse.   

O documento diz que eles são mantidos em gaiolas pequenas e individuais, sem alimento e água e em más condições de conforto, de forma a aumentar o estresse e deixá-los mais violentos. Eles são frequentemente encontrados mutilados, com diversos ferimentos e com áreas sem penas, resultado dos treinamentos ou dos combates.

A ideia é que após a ressocialização as aves sejam doadas a proprietários rurais que tenham interesse em melhorar seu plantel.

Os proprietários são selecionados por meio de programas de agricultura familiar cadastrados na Emater ou entre aqueles que tenham interesse e assinem um termo de adoção contendo todos os dados de identificação da ave e do adotante, bem como suas obrigações.

Durante um ano, as aves serão monitoradas para que a eficiência da técnica e o subsídio ao aprimoramento dela sejam avaliados.

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Fonte:

Globo e portal O Documento