Em relação a poda drástica e/ou a retirada de espécies de árvores que há anos ornam as vias centrais de Formiga, em especial as localizadas às margens do rio Formiga, na avenida Paulo Lins, o secretário de Gestão Ambiental, Leyser Rodrigues de Oliveira, explicou que a medida em andamento está prevista em amplo projeto que, em breve, será encaminhado ao Legislativo. Nele, se prevê que em cinco anos, haverá a substituição de todas as espécies não nativas que, sabidamente, há muito tempo, tem trazido problemas de ordem estrutural (prejuízos) além de enorme risco para a população.

Leyser elencou algumas razões que justificam o projeto. Dentre estas se destacam: “estas árvores que estamos sacrificando, possuem raízes não pivotantes. Assim sendo, com o passar dos anos,  danificam as calçadas, a pavimentação das vias próximas e não se adaptando ao clima, por serem oriundas de outras regiões, e em função da idade, a maioria delas já apresenta danos irreversíveis em seus troncos de sustentação, colocando assim, em risco a queda de galhos e delas próprias, em razão de ventos mais fortes, e suas copas ainda servem de abrigo para as garças – como exemplo – cujas fezes excretadas exalam forte odor e se impregnam de fungos que, sabidamente, trazem danos à saúde humana e as raízes das tais árvores, que todos sabemos, trazem danos às tubulações de água, esgoto e às elétricas subterrâneas”.

O secretário informou que o novo projeto de arborização prevê o plantio de espécies arbóreas adaptadas com as condições climáticas da região, além de, ao serem escolhidas, ser considerada sua beleza, seu porte, largura de copa, diâmetro do caule, isto em razão das estreitas calçadas que existem em especial na região central em que elas serão plantadas. Outros parâmetros estudados e devidamente aprovados pelo Codema e membros da Secretaria de Gestão Ambiental, que desenvolveram o projeto e definirão as espécies a serem plantadas, igualmente serão observados.

Ele (o projeto) proíbe também o plantio, ainda que feito por particulares em locais públicos, de qualquer espécie ali não definida.

Estamos pensando no hoje, quanto a segurança e, no futuro, para que as novas gerações não enfrentem os problemas com os quais hoje temos que conviver”, concluiu o secretário.

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