O dono de uma clínica de reabilitação para dependes químicos e alcoólicos e dois funcionários foram condenados pela morte de um paciente, de 40 anos, em 2019, em Candeias.

A informação foi confirmada nessa segunda-feira (26) pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), autor da denúncia. Um quarto envolvido foi absolvido no Tribunal do Júri, segundo o MPMG.

As idades dos indivíduos não foram divulgadas. O proprietário da clínica foi condenado a 20 anos e os dois funcionários do estabelecimento a 14 anos de reclusão. Segundo o MPMG, foi estabelecido regime fechado para o cumprimento das penas e os acusados não poderão recorrer em liberdade.

Internação compulsória

O crime ocorreu no dia 24 de maio, quando os denunciados foram à cidade de Piumhi para realizar a internação compulsória da vítima, conforme contrato de prestação de serviço firmado com a mãe do homem.

O MPMG informou que, na época, testemunhas afirmaram que o homem foi levado de casa contra a vontade. As apurações apontaram que durante o trajeto para Candeias, com o objetivo de conter a agitação da vítima, ela foi asfixiada.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, a vítima chegou desfalecida à sede da clínica e foi levada ao hospital, onde foi atestado o óbito devido à asfixia por estrangulamento.

Investigação da Polícia Civil

A Polícia Civil tomou conhecimento do caso três dias após a morte da vítima, ao ser informada pelo hospital que o atendeu e informou sobre a causa da morte como asfixia.

Na época, o advogado da Clínica Mundo Novo Sem Drogas, Daniel Limongi Alvarenga Alves, disse ao Portal G1, que a empresa adotou todos os procedimentos necessários previstos pelos órgãos de fiscalização.

De acordo com a Polícia, a família do homem relatou que a internação ocorreu um dia antes da morte dele e foi de forma involuntária, ou seja, contra a vontade dele. A direção da clínica que encaminhou Marcelo para o Hospital, porém, ele já chegou ao local sem vida.

Entenda o caso

Na ocasião do crime, a família relatou em entrevista a equipe da EPTV, que encontrou a clínica na internet. Os familiares relataram ainda que a direção da unidade orientou que eles não acompanhassem o processo de internação do paciente, para não atrapalhar o tratamento dele.

Entretanto, a esposa da vítima contou na época que o marido chegou a dizer para família que estava sendo agredido.

Fonte: G1 Centro-Oeste

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