O diretório nacional do PT decidiu nesta sexta-feira manter o veto à aliança entre o partido e o PSDB nas eleições municipais de Belo Horizonte. No entanto, nos bastidores está sendo negociada a recomendação para que o prefeito de BH, Fernando Pimentel (PT), aceite o apoio informal do governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), à chapa encabeçada por Márcio Lacerda (PSB).
A decisão do comando nacional do PT é manter eventuais articulações apenas com partidos que são coligados nacionalmente.
Não há a possibilidade de aliança com o PSDB. Não houve considerações sobre alianças informais. Nós entendemos que PT e PSDB representam projetos políticos diferentes, afirmou o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini.
Por cerca de três horas, os integrantes do diretório nacional do PT discutiram exclusivamente o caso de Belo Horizonte.
Ontem, o assunto foi tema de uma outra reunião envolvendo representantes das principais correntes do PT, quando Pimentel expôs seu ponto de vista em defesa da aliança. Porém, venceu o argumento de apoiar o veto, mas com brechas para aceitar que os tucanos informalmente participem da campanha PT-PSB em BH.
Berzoini reconheceu que a discussão sobre a eventual aliança unindo petistas e tucanos na cidade desgastou a legenda como um todo. Não foi um processo bom para o PT. Não teve a contribuição para a formação da unidade em Minas Gerais. Seria uma hipocrisia afirmar que não teve nenhum tipo de desgaste, disse.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou várias vezes ser favorável à aliança na cidade. Lula e Aécio chegaram a tratar do assunto em reunião no Palácio do Planalto. Nos últimos dias, inclusive, o presidente telefonou para Berzoini e para o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, para reiterar sua posição.
Berzoini afirmou que a opinião do presidente tem uma importância extraordinária, mas a decisão sobre a aliança em BH deveria ser tomada em conjunto pelo diretório nacional.
Segundo ele, a decisão tomada hoje será remetida ao diretório municipal de BH, que deverá seguir duas recomendações: afastar a possibilidade de coligação entre PT e PSDB e seguir a determinação definida pelo comando nacional da legenda.

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