Lorene Pedrosa 

Na última semana de março, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados atualizados sobre o desemprego no país.

Pela primeira vez, o número de desempregados ultrapassou os 13 milhões (13,2%): ao todo, foram 13,5 milhões de pessoas procurando emprego no período.

Em Formiga, no mesmo trimestre (dezembro a fevereiro), os números também são preocupantes, apesar de apresentarem alguma melhora se os resultados forem analisados mês a mês. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), de dezembro a fevereiro, 1931 pessoas perderam ou deixaram seus empregos na cidade. Os números se referem a empregos formais, com carteira assinada.

Dentre os três meses, mesmo sendo considerado um dos melhores períodos do ano para a geração de empregos, ainda que sejam de vagas temporárias, os resultados de dezembro foram os piores, quando 721 pessoas foram desligadas das empresas onde trabalhavam. No mesmo mês, apenas 436 pessoas foram contratadas na cidade.

Os setores que apresentaram piores resultados em dezembro foram construção civil, com 152 demissões, indústria de transformação, com 127 e agropecuária, com 59 desligamentos.

Em janeiro, foram contabilizados 619 desligamentos e em fevereiro, 591, porém, o número de admissões foram maiores: 792 e 616 respectivamente.

Os números referentes ao cadastro de empregados e desempregados do primeiro trimestre de 2017 em Formiga serão divulgados no fim deste mês.

 Anos anteriores

Em 2016, a soma de demissões de empregos formais nos 12 meses chegou a 7.126, mas o ano fechou com um superávit de 105 vagas. Apesar de inexpressivo, o resultado é melhor que o verificado em 2015, que fechou com déficit de 231 vagas na cidade e 8.198 demissões.

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