Redação Últimas Notícias

O processo para doação de órgãos é realizado quando ocorre a confirmação da morte encefálica do paciente. Apesar da fila interminável de pessoas que esperam pela doação de um órgão para se manterem vivas, o assunto é pouco abordado, mesmo com os avanços da medicina. Mas em Formiga, em pouco mais de um mês, duas captações para doações foram realizadas com sucesso.

O caso mais recente foi o da formiguense Mônica Geralda de Carvalho, de 45 anos, que faleceu na quinta-feira passada (23).  Em entrevista ao Últimas Notícias, o marido dela, Marcelo Oliveira, explicou que todos os familiares e o filho, de 19 anos, foram de comum acordo para as doações do coração e dos rins de Mônica.

“Ela nunca comentou se tinha esse desejo. A gente as vezes brincava sobre o assunto. Os médicos nos explicaram sobre o procedimento e, por unanimidade, todos concordaram com as doações. Pensamos em um milagre na vida dela, mas como isso não foi possível, que ela seja esse milagre na vida de outras pessoas que estão necessitando desses órgãos. Agradecemos também a equipe do Samu por todo o cuidado e atenção que tiveram com ela”, disse.

 Marcelo contou ainda, que Mônica sentiu dores de cabeça uma semana antes do falecimento. Aguardaram o resultado de Covid-19 e todo o procedimento para as doações teve início no sábado (25). As captações ocorreram na segunda-feira (27) e o sepultamento foi realizado no mesmo dia.

O marido de Mônica explicou que, como é de praxe, a família não será informada sobre as pessoas que receberam os órgãos, após os procedimentos, apenas o sexo e a idade (s) da pessoa (s).

No dia 20 de junho, a Santa Casa de Caridade havia realizado uma captação de órgãos para doação.

Renata Caroline Cunha, de 22 anos, sofreu um acidente quando conduzia uma motocicleta pela avenida Deputado João Pimenta da Veiga, no dia 16, e foi constatada morte encefálica, quando a família optou por fazer a doação de alguns órgãos. Os órgãos doados foram os rins, pâncreas e fígado.

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