O jogo entre Cruzeiro e Palmeiras no Campeonato Brasileiro, na tarde desse domingo (8), no Mineirão, em Belo Horizonte, que terminou com o rebaixamento do time celeste para a Série B, foi marcado por brigas, cadeiras e objetos atirados em campo, e bombas de gás e de efeito moral. A Polícia Militar usou bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral para conter a quebradeira.

O posto médico que fica dentro do estádio informou que 32 pessoas foram atendidas durante a partida. De acordo com a Polícia Militar, três feridos foram encaminhados para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, na capital, mas sem gravidade. No entanto, a unidade de saúde afirmou que 13 pessoas deram entrada após a confusão no Mineirão.

Foto: Maurício Vieira/Hoje em Dia 

Outros três suspeitos foram detidos. O comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, tenente-coronel Juliano Trant, disse que os detidos foram por suspeita de envolvimento nas ocorrências de briga e quebradeira:

Em seu perfil oficial no Instagram, o Mineirão lamentou o que chamou de vandalismo. “Ver um clube mineiro rebaixado é muito ruim. Mas hoje, o mais dolorido foi ver alguns torcedores apaixonados, que costumam vibrar nas minhas arquibancadas, se transformarem em vândalos”.

Foto: Maurício Vieira/Hoje em Dia 

O clima de guerra também foi registrado do lado de fora do Mineirão.

O Batalhão de Choque da Polícia Militar de Minas Gerais precisou usar o veículo blindado para dispersar as pessoas usando jatos d’água.

Queda de receitas

O rebaixamento do Cruzeiro à segunda divisão causará prejuízos para as finanças do clube, algo sem precedentes na história do futebol brasileiro. Não é a primeira vez que um grande time é rebaixado, mas é a primeira vem em que um time popular vai jogas a Série B depois da nova fórmula de distribuição de cotas de TV no Campeonato Brasileiro.

Além do aumento considerável da bolada – R$1,1 milhão para serem distribuídos aos clubes no período de cinco anos (2019 a 2024) – a proposta fatiou o repasse em partes iguais aos clubes da elite, considerando ainda o número de jogos transmitidos, pay-per-view e premiação por colocação.  O modelo, no entanto, extinguiu a apelidada “cláusula Vasco”, que mantinha a cota da Série A para um grande clube, mesmo na Série B, por uma temporada.

Assim no pior dos cenários (cálculo para 2020 depende do que for apurado em pay-per-view), o Cruzeiro pode perder quase R$62 milhões. Na série B, a cota não faz distinção de camisa. Ela é única R$6 milhões, valor que representa a metade da folha de pagamento mensal do atual elenco estrelado, que é de R$12 milhões.

Rebaixado, o Cruzeiro não vai levar um centavo de premiação neste ano – grana é distribuída do campeão (R$33 milhões) ao 16º  colocado (R$11 milhões) – e não poderá contar também com os prêmios pagos pela Conmebol nas disputas continentais (recebeu R$16,7 milhões em 2019), já que não garantiu vaga para a Libertadores ou Sul-Americana.

 

Fonte: Hoje em Dia/ O Tempo ||
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