Ambos os títulos são válidos quando rapidamente fazemos um balanço deste fatídico 2015.

Para quem esperava inaugurar logo no seu primeiro ano de mandato um Hospital Regional e que, agora, ao final do seu terceiro ano de governo, tem que se contentar e comemorar a inauguração de um prédio que se destinava ao abrigo de uma Unidade de Pronto Atendimento – UPA 24h, mas que na realidade estará atendendo centenas de usuários que diariamente demandam dos serviços de nosso Pronto Atendimento Municipal – PAM, o primeiro título pensado para este editorial, nos parece calhar bem.

Esquecendo a ilação do fato com o título, não podemos deixar de registrar aqui a sensível melhoria das condições de conforto, ao menos físico, que os usuários do PAM sentirão de agora em diante. Mal comparando, poderíamos dizer que eles se sentirão como saindo de um local insalubre, fétido, desumano para alçarem o direito de usufruírem de confortáveis instalações, comparadas àquelas reservadas em aeronaves para os passageiros de primeira classe.

Resta saber se o que lhes será servido – em termos de atendimento médico, exames laboratoriais, fornecimento de medicamentos, etc., estará condizente com as novas instalações.

Se assim for, o prefeito pode contar que o povo logo se esquecerá da promessa não cumprida, da construção do tal Hospital Regional. “Quem não tem cão, caça com gato”, como dissemos, e Moacir, embora com algum atraso, nos parece haver se convencido desta verdade e apesar dos pesares, conseguiu driblar as intempéries que assolaram o país neste 2015 – em especial no campo político – e ainda a tempo, safou-se, ao menos em parte, da “pipinose” que permeia a saúde pública neste Brasil.

Na Câmara, ao que nos parece, a última eleição havida, como sempre, notabilizou-se pelo não cumprimento de promessas havidas e pelos conchavos havidos de última hora. A coisa foi tão evidente que até a mudança de posição do Piruca, que de aliado do governo promete exercer em 2016 uma ferrenha fiscalização sobre os atos do Executivo, não surpreendeu a ninguém. Pelo jeito, nem mesmo àqueles que “pertencem” (entre aspas mesmo) ao Executivo.

E concluindo, mas antes disso justificando a escolha do primeiro título, fazendo uma salada de tudo o que tivemos de notícia, em especial nesta semana, sobre os procedimentos, falas e pareceres emitidos pelo Poder Judiciário, em seus diversos escalões; ouvindo as reclamações e as falas dos ilustres presidentes do Senado e da Câmara, de diversos de seus pares nas tais das comissões, em especial na de ética, onde a zorra foi sim total e percebendo o que a PF produziu e arrecadou de documentos em nome da Lava-jato e de outras operações – todas intituladas com o uso de palavras muito bem escolhidas, como a recente Catilinárias e, ouvindo pareceres produzidos pelo Procurador Geral e por alguns ministros do Supremo, ao ver o Congresso aprovando aquela excrecência de lei que regulariza crimes diversos sob o manto da repatriação de ativos – em especial de muitos daqueles 500 picaretas que nós mesmos, povo burro e brasileiro, colocamos no Congresso; juramos que nossa vontade, enquanto pagantes de impostos, trabalhando firmes há mais de 50 anos e percebendo o que 2016 nos reserva, é a de gritarmos bem alto: Parem o mundo, pois nós também queremos descer!

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