Ao final do treino da última terça-feira (12), os jogadores do Cruzeiro se reuniram com o técnico Luiz Felipe Scolari e informaram ao comandante que não iriam se concentrar para a partida desta quarta-feira (13), contra o Oeste, às 21h30, no Independência, pela 34ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A atitude, encabeçada pelos nomes mais experientes do grupo, é um protesto não só pelo não pagamento dos salários pelo clube há três meses, mas também pela falta de retorno por parte da diretoria cruzeirense. A informação foi divulgada pelo UOL.

A decisão dos atletas contou com a compreensão da comissão técnica celeste, que sofre com os mesmos problemas. E vive uma relação conturbada com a direção do clube, e isso ficou evidente na entrevista coletiva de Felipão após o 1 a 0 sobre o Sampaio Corrêa na última sexta-feira (8), em São Luís, pela 33ª rodada.

Consultada pelo UOL, a diretoria cruzeirense, mais uma vez, inverteu o processo. E a nota encaminhada ao portal passa a impressão de que a decisão de não haver concentração passou por ela, o que não ocorreu.

“O clube confirma que houve uma reivindicação por parte dos atletas, e que a diretoria e o departamento de futebol, entendendo o momento e a legitimidade da reivindicação, atenderam ao pedido”, diz o comunicado celeste enviado ao portal.

Os jogadores não fizeram reivindicação. O clube não teve a opção de aceitar. O que aconteceu foi apenas uma comunicação por parte dos atletas à diretoria de que eles não concentrariam.

Este é apenas mais um episódio que distancia Luiz Felipe Scolari da Toca da Raposa II. O treinador dificilmente permanecerá no clube após o término da Série B, embora tenha contrato até o final de 2022. Ele tem o direito de romper o vínculo sem precisar pagar multa. No caso de uma demissão por parte do Cruzeiro, tem direito a receber cerca de R$ 10 milhões.

Fonte: Hoje em Dia

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