No dia 22 deste mês, o governo federal anunciou o bloqueio de R$ 1,442 bilhão no orçamento, devido o baixo crescimento da economia e a perda na arrecadação de tributos.

Desde o início do ano as projeções de desenvolvimento econômico têm sido rebaixadas e, a continuar dessa forma, estaremos indo “unidos para o fundo do poço”.

Após a posse do atual governo tem-se privilegiado a aprovação da reforma da Previdência, divulgando o mantra de ser a sua consecução a única solução da nossa crise econômica e de suas consequências (desemprego, falências/recuperações judiciais, queda de impostos, diminuição da renda da população, etc.).

Em nenhum momento, foi apresentada qualquer medida, macro ou microeconômica, efetiva para a melhoria do quadro econômico. Assim, tivemos o agravamento da recessão por culpa consciente da atual administração federal, pois temia ser despriorizada a reforma, caso ocorresse a melhora da atividade econômica.

Realmente, de forma exemplificada e não exaustiva, poderiam ter sido feitos estímulos para setores empregadores intensivos de mão-de-obra, como a construção civil, ou a reativação da economia com a utilização dos bancos públicos para  contrair a taxa de juros e aumentar o volume de empréstimos. Também podia se efetivar algumas medidas de estímulos tributários, como redução das alíquotas do imposto de renda e de impostos sobre produtos básicos.

Especificamente, o atual ministro da Fazenda, Paulo Guedes, não se esforçou, não fez nenhuma intervenção direta e afirmou que medidas de estímulo à economia somente ocorreriam depois da aprovação da reforma.

Os únicos felizes com o atual quadro é o setor financeiro, com recordes de lucros ano após ano, e os aplicadores em bolsa de valores.

No caso dos grandes bancos brasileiros, esses vêm investindo em infraestrutura tecnológica (equipamentos, softwares, etc) e no desenvolvimento de novos produtos, com a finalidade de receber o grande fluxo de investimentos esperados em previdências privadas, do setor público e privado, após a aprovação da reforma da Previdência.

Agora, o problema do Brasil não é só a previdência social e o povo sofre com a inanição governamental. A economia está parada, com o decréscimo dos negócios em bares, restaurantes, móveis, alimentos não essenciais, setor de eventos, etc., com reflexo direto na renda das pessoas e da arrecadação de tributos.

O clã presidencial e a administração federal recebem as estatísticas dos índices declinantes da atividade econômica e do bem-estar social, e, infelizmente, se quedam inertes ao não adotar quaisquer ações.

Somente intervém e comemoram a aprovação da reforma da Previdência, em primeiro turno, na Câmara. De forma cruel deixam o povo sofrer, dia após dia, os efeitos perversos do agravamento da recessão e não cumprem o seu compromisso cívico público de proporcionar bem-estar e atender aos anseios dos cidadãos.

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