Após a divulgação no Portal Últimas Notícias sobre a destituição da antiga mesa administrativa da Santa Casa e a sugestão feita pelo reitor do Unifor-MG e irmão benfeitor, Marco Leão, de ajudar na administração da Santa Casa, o assunto ganhou grande repercussão nas redes sociais e foi motivo de manifestação por parte de funcionários da entidade que temem demissões em massa e a queda no atendimento a pacientes do Sistema Público de Saúde (SUS).
?Não está nada definido?. Esta foi a resposta dada pelo reitor ao ser indagado sobre a junção do centro universitário com a entidade, durante o programa Uniformação, que foi ao ar na tarde de quarta-feira (1º) pela TV Oeste, que teve como objetivo sanar as dúvidas e evitar confusões com relação ao assunto.
Marco Leão explicou que, diante da crise financeiro/administrativa da Santa Casa, apenas ofereceu ajuda. ?Foi proposto aos irmãos benfeitores, uma ajuda no levantamento de dados que está sendo feito pela mesa interventora. Nós vamos montar uma equipe com alunos do curso de ciências contábeis para dar suporte nesses levantamentos?.
Sobre a junção, que pode transferir para o Unifor-MG a gestão da Santa Casa, o reitor informou que a possibilidade foi levantada sim, mas só acontecerá depois que a equipe montada pelo Unifor-MG realizar um levantamento minucioso das condições da Santa Casa. ?Se a junção for proveitosa para ambos os lados, aí sim, conversaremos sobre esse assunto?.
Marco disse ainda, que os irmãos benfeitores protocolaram um pedido junto ao Ministério Público solicitando a prorrogação em 60 dias, da intervenção judicial pela qual a Santa Casa está submetida, justamente para que haja tempo de analisar as possibilidades.
Em relação aos temores da comunidade, em especial de funcionários da Santa Casa, o reitor informou que se houver mesmo a junção, a população só terá a ganhar. ?Com a junção, a Santa Casa se tornará um hospital universitário, o que o tornará referência. Não queremos tirar a Santa Casa da comunidade, queremos apenas organizar a entidade e oferecer um serviço de boa qualidade para a população formiguense e de toda região?, encerrou Marco Leão.

PROVIDÊNCIAS JUDICIAIS

MP divulga nota sobre ações movidas contra antiga mesa administrativa da Santa Casa
Enquanto soluções para a gestão da Santa Casa estão sendo analisadas, começam a aparecer alternativas para as questões que passam pelo poder judiciário. O Ministério Público, por meio do promotor Láurence Albergaria, tornou públicas as informações referentes à ações civis movidas pelo órgão, em desfavor da antiga mesa administrativa da Santa Casa, destituída em assembleia geral dos irmãos benfeitores, na noite de quinta-feira (26).
De acordo com a nota enviada à imprensa na manhã de sexta-feira (27), desde o início da intervenção da entidade, que ocorreu no dia 19 de dezembro do ano passado, já foram instaurados 20 inquéritos civis, 6 procedimentos investigatórios criminais e 3 ações civis públicas visando à responsabilização dos integrantes da já destituída, mesa administrativa, até então encabeçada pelo médico Geraldo Couto, por ato de improbidade administrativa.
A ação, dentre devolução e multa, chega a um valor superior a R$11 milhões de reais.

Justiça decreta apreensão de dados e bloqueio de bens de ex-administradores
Ainda na sexta-feira passada (27) membros do Ministério Público (o promotor Láurence Albergaria de Oliveira e o oficial Matheus Augustus Cunha Pinto) acompanhados dos investigadores da Policia Civil, Thiago Dias Miranda e Cássio Franco Arantes, cumprindo Mandado de Busca e Apreensão determinado pelo Juiz Rafael Carneiro, da Vara Criminal de Formiga, agilizaram a apreensão de arquivos de dados informáticos da Santa Casa em poder da FMT Assessoria e Tecnologia Ltda.
As buscas ocorreram na sede da empresa localizada na rua Dr. Teixeira Soares, 359, sala 206, Centro (mesmo endereço onde funciona a empresa Sertus Soluções Corporativas), onde, após algum tempo de espera, Fernando Couto recebeu o Mandado Judicial.
Mais tarde, foi verificado junto à Santa Casa, a impossibilidade das transferências dos dados sem que os serviços dependentes dos sistemas de informática implantados, viessem a ser prejudicados. Portanto, o mandado de busca foi cumprido parcialmente, pois, a apreensão não pode ser realizada pelos motivos já apontados.

Bloqueio de bens
Das ações impetradas esta semana pelo MP contra componentes da antiga mesa administrativa da Santa Casa, resultou o deferimento pelo Juiz de Direito da 1ª. Vara Cível, Dr. Ramon Moreira, de parte dos pedidos feitos pelo MP como: bloqueio de bens imóveis de Geraldo Magela Antunes Couto (ex-provedor), de João dos Reis Soares (ex-vice provedor) e Valdir Arantes (ex-tesoureiro). João Soares também teve decretada a indisponibilidade de dois veículos.

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