No relatório divulgado na “Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention”, 9,3% dos americanos que sobreviveram ao tratamento do câncer continuam fumando nove anos depois de diagnosticados. O estudo foi publicado na revista que pertence a Associação Americana para Pesquisa de Câncer (AACR, na sigla original).

O diretor de pesquisas em tabaco da Sociedade Americana de Câncer (ACS) ressaltou no estudo que é necessário acompanhar os sobreviventes até mesmo muito tempo depois do diagnóstico, notificando as pessoas que continuam fumando e aconselhando, fazendo intervenções ou indicando remédios que ajudem na luta contra o vício.

 

Dados preocupam médicos

Mesmo após o término do tratamento e com a suspensão dos medicamentos especiais contra o câncer, é necessário que o paciente continue se cuidando. O relatório, portanto, mostra um fato muito preocupante para a luta contra a doença: a falta de prevenção inclusive entre as pessoas que já enfrentaram o problema.

O cigarro pode ajudar a causar novas mutações no organismo de quem já teve a doença, gerando novos tumores secundários e afetando também as funções físicas, além de interferir na eficácia do tratamento.

 

Informações sobre o estudo

Os pesquisadores da ACS analisaram os dados de 2.938 pacientes nesse estudo, nove anos após eles receberem o diagnóstico. As maiores incidências nos fumantes são de câncer na bexiga (17,2%), pulmão (14,9%), ovário (11,6%), melanoma (7,6%), rim (7,3%) e colorretal (6,8%).

Entre os sobreviventes mais jovens, que apresentavam renda menor e um grau de instrução inferior, estavam os maiores índices de adesão ao cigarro ou ao consumo excessivo de álcool. Aproximadamente 40% dos fumantes disseram ter planos para parar de fumar até o mês posterior à pesquisa, mas essa porcentagem foi menor entre os indivíduos casados, mais velhos ou que consumiam mais cigarros.

Redação do Jornal Nova Imprensa O Tempo Online

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