“Não há mal que sempre perdure, nem bem que nunca se acabe”. Era com esta frase que minha mãe, sempre que preciso, me acalmava quando com o ímpeto contestador, inerente aos mais jovens, eu me colocava contra algumas decisões que nos eram impostas, inclusive por aqueles que lá pelos idos de sessenta ou setenta e poucos, assumiram o poder neste país. E foi me lembrando delas (da saudosa mãe e da frase) que resumi o que se segue:

Nesta sexta (16), se completam 10 dias efetivos do novo governo (em parte), que se instalou na cidade com o afastamento do prefeito Moacir por ordem judicial que atendeu ao pedido do Ministério Público, em uma das muitas AÇÕES DE IMPROBIDADE que tramitam nesta Comarca e no TJMG.

Acho que se pode afirmar que Eduardo assumiu, de fato, o munus que lhe foi confiado na segunda, dia 5, quando por volta das 16h, o presidente da Câmara cumpriu o ritual exigido, empossando-o após o juramento de praxe.

Mas, ainda na mesma manhã do mesmo dia, ou melhor, madrugada, o atual prefeito já rondava dependências de órgãos e secretarias determinando providências que, diga-se de passagem, por elas a população ansiava há mais de três anos e muitos meses.

Escolheu a dedo alguns auxiliares, dispensou imediatamente os que entendia não merecerem sua confiança e distribuiu as ordens, quando comunicou a todos que daquele momento em diante, a regra era moralizar, corrigir erros, agir com rapidez e presteza para que a população não viesse mais a ser prejudicada, como ocorria até então.

De início, as portas da sede municipal e das secretarias deveriam estar disponíveis para atendimento público em expediente que respeitasse o horário integral (manhã e tarde).

O prefeito inaugurou também, uma nova forma de se comunicar com todos os seus auxiliares e com o povo de Formiga, se valendo das redes sociais, onde tem publicado diariamente sua agenda e trazido a público as medidas mais relevantes que tomou ou determinou.

E o povo formiguense já se mostra mais tranquilo e com alegria tem demonstrado quase que maciçamente, seu contentamento com a mudança havida. Quase, porque sabidamente alguns, por razões mais que óbvias e do conhecimento público, certamente prefeririam que o “status quo” anterior, permanecesse, não para o bem de todos, mas pelo menos para o bem deles próprios. E bota bem nisto! Certamente ao final das apurações das dezenas de inquéritos já mencionados, esta afirmativa se comprovará.

E se lá em Brasília houve cassação de mandato, inovada sem a perda de direitos políticos, ao menos por enquanto, aqui, se deu apenas um afastamento; primeiro passo para que depois de exercido o direito de defesa e do contraditório, quem sabe a Justiça opte por caminhar na mesma direção, ou não.

Pelo sim pelo não, estes 10 dias já foram suficientes para mostrar à nossa população o quanto é importante o bem escolher na hora de votar. Realmente a caneta do prefeito tem um peso enorme e se mal utilizada, pode sim, causar transtornos e prejuízos incalculáveis e que se perpetuam por anos a fio.

A Câmara de Vereadores, esta semana, por iniciativa do vereador Mauro César, ao que tudo indica, decidirá por providências legais, cabíveis para a defesa do município que, a bem da verdade, no entender de boa parte da população já poderiam ter sido tomadas há mais tempo. Quem sabe teriam evitado muito daquilo a que esta cidade foi submetida por essa gente que nunca teve o menor compromisso com o nosso povo.

Contudo, ainda que tardiamente, menos mal! Esperamos que estes ventos benfazejos continuem soprando por estas bandas, pelo menos até dezembro.

O tempo é curto para corrigir tudo que é preciso, mas, saibam, será enorme se tudo voltar a ser como dantes nessa terra de Abrantes!

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