A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro confirmou, na noite dessa quinta-feira (13), a primeira morte por sarampo em 2020.

Em entrevista coletiva concedida na manhã desta sexta (14), o secretário Edmar Santos informou que a vítima é um bebê de oito meses. Davi Gabriel morreu em 6 de janeiro, mas a confirmação da causa da morte só ocorreu agora. A criança estava no abrigo Santa Bárbara, em Vila de Cava, Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Segundo a secretaria, a vacina contra sarampo estava disponível na região, mas a criança contraiu a enfermidade antes dos seis meses de vida, idade mínima necessária para a primeira dose.

David foi atendido no Hospital Geral de Nova Iguaçu em 22 de dezembro, com sintomas de pneumonia. Profissionais de saúde do estabelecimento coletaram amostras de sangue para análise, que testaram positivo para sarampo em duas diferentes análises.

 Ministério da Saúde lançou nessa semana a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. No ano passado, o país registrou 18,2 mil casos da doença, em 526 municípios. Houve 14 óbitos em São Paulo e um em Pernambuco.

Vírus

Causado por um vírus, o sarampo é uma doença infecciosa grave, que pode levar à morte. A transmissão ocorre por via aérea, ou seja, quando a pessoa infectada tosse, fala ou respira próximo de outras pessoas.
Mesmo quando o paciente não morre, há possibilidade de a infecção ocasionar sequelas irreversíveis. Quando a doença ocorre na infância, o doente pode desenvolver pneumonia, encefalite aguda e otite média aguda, que pode gerar perda auditiva permanente.
Os sintomas do sarampo são febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, coriza (nariz escorrendo ou entupido) e mal-estar intenso. Quando o quadro completa de três a cinco dias, podem aparecer manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas.

 

Fonte: Matéria Estado de Minas||https://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2020/02/14/interna_nacional,1121843/rio-confirma-primeira-morte-por-sarampo-em-mais-de-uma-decada.shtml
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