Na quinta-feira (29), foi divulgada, em primeira mão pelo portal Últimas Notícias, a saída do então provedor nomeado pela justiça para assumir a provedoria da Santa Casa, Rui Sobreira.
Por telefone, o ex-secretário de Saúde do Governo Aluísio e agora ex-provedor da Santa Casa, falou sobre os motivos que o levaram a pedir o desligamento das funções. ?Eu fiz uma petição pedindo a minha saída e foi acatada pelo juiz. Os motivos são de ordem pessoal de foro íntimo?, explicou.
Para Rui, a função de provedor da Santa Casa, diante da magnitude da crise em que ela se encontra, exige dedicação exclusiva. ?Diante de tantos problemas, foi necessária a minha presença constante na entidade para resolver inúmeras questões e o fato é que tenho a minha família e meus compromissos profissionais, e não estava sendo possível conciliar tudo isso?, encerrou o então provedor, ao explicar sua decisão.
Nova mesa administrativa
Com a saída de Rui Sobreira, Sidney Ferreira, que já compunha a nova mesa administrativa foi designado para assumir o posto de provedor e o Waltercydes Montijo (Waltinho) foi integrado à mesa e deve assumir o cargo de tesoureiro, antes ocupado por Sidney, que ainda desempenhava a função de vice provedor, que será transferida para Carlos Lamounier.
Relembre o caso
No dia 19 de dezembro de 2014, a partir de uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público que apontou a existência de diversas irregularidades na gestão da Santa Casa, a entidade foi colocada sob intervenção. Toda a mesa administrativa da época foi destituía e membros da comunidade e representantes do Executivo e do Legislativo compuseram a nova mesa (interventora).
Dentre as irregularidades apontadas pelo MP estão: descumprimento dos contratos firmados com o estado de Minas Gerais e com o município de Formiga para prestar serviços de assistência médica pelo Sistema Único de Saúde (SUS); ausência de pagamento pela prestação de serviços de hemodiálise; atraso e inadimplência no pagamento de honorários médicos; ausência de médicos plantonistas em diversas datas; cobrança ilícita pela prestação de serviços médicos de pacientes atendidos pelo SUS (inclusive com a emissão de notas fiscais); terceirização irregular de várias atividades médicas, como fisioterapia e análises clínicas; insuficiência do quadro de profissionais da área de enfermagem; interdição de leitos para internação; desvio de bens; precariedade das instalações da maternidade e contratação sem licitação de empresas vinculadas ao então provedor, o médico Geraldo Couto.
Não foi divulgado um prazo para o encerramento das investigações. Porém, periodicamente os membros da mesa interventora precisam apresentar á justiça relatórios sobre os trabalhos desenvolvidos em prol da recuperação financeira da entidade.

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