O projeto que reajusta os salários dos vereadores de Oliveira, que já havia sido adiado por duas vezes, foi votado na reunião da Câmara desta segunda-feira (22) e aprovada por nove votos favoráveis e três contrários. A nova proposta não foi apresentada anteriormente e mantêm os salários dos vereadores em  R$ 3.435,07. Durante a reunião houve confusão, agressão e  falta de decoro, segundo moradores.

O presidente da Casa, Venício dos Santos, havia proposto redução dos salários para um salário mínimo. Contudo, ele mesmo voltou atrás e votou a favor da permanência do atual salário para o exercício de 2017 a 2020.

Segundo o vereador Leonardo Leão, o presidente da câmara também negou um pedido de vista feito pelo vereador. “Deixamos de ser representantes do povo para sermos representantes de nos mesmos. Um pedido de vista, que nada mais é que um tempo maior para avaliar a proposta, nunca foi negado na história da Câmara”, disse.

A população lotou o plenário para acompanhar a discussão sobre a provável redução dos salários para R$ 880. Essa foi a última proposta feito pelo presidente da Casa. Entretanto na primeira reunião do ano, no dia 1º de fevereiro, a Casa propôs aumento nos salários para R$ 5.064,45. Foi pedido urgência na votação, mas não foi votado na ocasião.

Confusão e falta de decoro

Quando o pedido de vista foi negado na sessão desta segunda-feira (22), um morador se manifestou e chamou o presidente da Câmara de “ditador e covarde”. Em seguida um dos seguranças da Casa o retirou do local dando uma gravata no pescoço. Instantes depois uma confusão se formou do lado de fora do Legislativo. “Foi chute e ponta pé. Falta de respeito, falta de decoro. Foi inacreditável”, disse um morador que não quis ser identificado.

“A Câmara perdeu a credibilidade de forma irreversível”, destacou o vereador Leonardo Leão.

Emenda popular

Diante da possibilidade de aumento, moradores criaram um movimento para recolher assinaturas que apoiassem uma proposta de redução dos salários para R$ 1.200. As assinaturas foram recolhidas na tentativa de serem usadas como emenda popular. Mais de duas mil pessoas apoiaram a ação, mas ao lado das assinaturas não constava os números dos títulos de eleitores e por isso não valeu como emenda popular.

Embasado no apoio dos moradores, o vereador Leonardo Leão apresentou na reunião seguinte uma emenda ao projeto que propunha salários de 5.064,45 para R$ 1.200. Foi quando ao invés de apoiar 12 vereadores, resolveram apoiar uma proposta com redução ainda menor, de um salário mínimo. Contudo, mesmo com votação quase unanime a mesa diretora resolveu se ausentar para uma discussão interna e quando voltaram apresentaram um pedido de vista ao projeto.

Nas duas reuniões seguintes o projeto não foi votado e a justificativa era que o prazo para análise ainda não tinha acabado.

 

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Fonte:

G1