Nesse domingo (28), o Clube Atlético Mineiro (Galo) não lutou apenas contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, mas também contra a dengue. Os torcedores levantaram o bandeirão: Agora é guerra. Todos contra a dengue e o mascote atleticano ergueu a camisa da campanha para alertar os 18 mil torcedores sobre o perigo da doença. Além do apoio do público dentro do Estádio Joaquim Henrique Nogueira em Sete Lagoas, na região Central do Estado, aconteceu do lado de fora do estádio ações educativas, alertaram e conscientizaram os torcedores para os perigos da doença e as formas de se enfrentar a ameaça de uma grande epidemia no Estado.
De acordo com o meio campo do Atlético Renan Oliveira é essencial somar forças no combate à dengue. ?Um jogo de futebol é uma ótima oportunidade para a população aprender e se conscientizar para combater a doença. Com certeza vestimos a camisa contra a dengue?, falou.
O grupo de teatro da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Saúde em Cena, apresentou, do lado de fora do estádio, o espetáculo ?Um por todos e todos contra a Dengue?, no qual Athos, Porthos e Aramis têm um novo desafio: acabar com a Milady Gaga Dengue. Representando o personagem Milady Gaga Dengue, Kátia Báo lembrou que o teatro funciona como um meio de promover a descontração e disseminar informação para os torcedores, que ?além de verem o time jogar, se conscientizaram que a dengue é um tema sério e precisa ser combatido?.
As ações dos clubes em conjunto com a SES, no entanto, não ficaram restritas aos estádios. Jogadores de Atlético e Cruzeiro gravaram depoimentos em vídeo com apelos e informações para a população. Além disso, os mascotes dos clubes – Raposão e Galo Doido – participarão de ações promocionais que fazem parte da campanha, que acontecerão, inclusive, nos clubes sociais das equipes.
Embora as ações de combate aos focos do Aedes aegypti venham sendo realizadas durante todo o ano, é nesse período de temperaturas mais altas e chuvoso (quando a circulação do mosquito é maior) que é preciso intensificar o trabalho. Cerca de 400 profissionais e voluntários trabalham nos municípios para combater os focos do mosquito.
?A dengue é um problema presente. Por isso, temos investido na educação e na informação, pois é uma doença que precisa do envolvimento da população para ser controlada. Nada melhor do que uma partida de futebol e torcedores fanáticos carregarem a bandeira de responsabilidade e participação para estimular esse hábito?, comentou o Superintendente de Epidemiologia, Francisco Lemos.

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