A Secretaria de Estado de Saúde (SES) vai adotar uma nova estratégia para conter o vírus Influenza, que já registrou 253 casos, com 56 mortes entre janeiro e julho deste ano. A pasta admite crescimento no número de casos se comparado com os dados do mesmo período de 2012, mas não revelou os índices.
Diante do aumento, a orientação do secretário de Saúde, Antônio Jorge à classe médica é que o Tamiflu, principal medicamento para tratar o vírus, seja receitado assim que o paciente apresentar sintomas de gripe, e não mais apenas após o diagnóstico da gripe influenza ? que demora em média sete dias.
Um dos principais motivos para a mudança é o alto número de exames com resultados negativos para a influenza, mas que, mesmo assim, podem conter casos da doença não identificados. Só neste ano, os exames negativos representam 43,2% das mortes por gripe no Estado ? foram 665 exames e 99 mortes.
?Após o sétimo dia de contaminação pelo Influenza, o resultado do exame será negativo ? independentemente se a pessoa estiver ou não doente. Por isso, o ideal é ser medicado em até 48 horas após os sintomas. É nesse período que o medicamento é mais eficaz, por isso a orientação de usar o Tamiflu o quanto antes?, frisou o secretário Antônio Jorge.
Apesar disso, o uso do medicamento não deverá ser feito de forma indiscriminada. ?A orientação é usar o Tamiflu nos primeiros sintomas, mas o médico terá que avaliar cada caso, porque nem todo estado gripal requer o Tamiflu?, ressaltou a coordenadora do Centro de Informação Estratégica em Vigilância em Saúde da SES, Tânia Marcial, que garantiu não haver possibilidades de faltar estoque do remédio no Estado.
Ao todo, o Ministério da Saúde pode liberar até 400 mil tratamentos com o Tamiflu para Minas Gerais neste ano, sendo que, até agora, foram usados 80 mil. Além disso, a SES vai distribuir para os médicos cerca de 50 mil cartilhas baseadas no Protocolo Estadual de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave com Ênfase na Influenza ? que contém informações sobre diagnóstico e grupos de risco da gripe influenza.
Para o Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG), as mudanças são importantes para conscientizar os médicos diante das dificuldades de diagnósticos. ?É importante para os médicos ficarem mais atentos à gravidade da situação. A medida é importante para analisarmos os casos de gripe com mais atenção?, ressaltou o presidente do CRM-MG, João Batista Gomes Soares.

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