O secretário de Gestão Ambiental de Formiga, Marcelo Senne, fez uso da Tribuna do Povo na segunda-feira (1º), para prestar esclarecimentos sobre a criação de uma nova associação de catadores de recicláveis no município e pedir a colaboração da Câmara Municipal com relação à construção de mais uma célula no Aterro Sanitário da cidade.

No dia 11 de julho, Marcelo esteve na Câmara para rebater informações fornecidas pelo ex-presidente da Recifor e atual presidente da Transformare, Francisco Silva (Chicão), mas o secretário não pode fazer uso da palavra, pois antes que a pedisse, o presidente da Casa, Evandro Donizeth da Cunha (Piruca) encerrou a reunião.

Na oportunidade, Chicão relatou ter encontrado graves problemas de comunicação com a atual gestão e que não tentaria mais negociar e que aguardaria janeiro do próximo ano. Informou ainda que estava trabalhando dentro da regularidade, empregando 30 catadores que recebiam salários semanalmente.

Francisco informou ainda que tem recolhido cerca de cinco toneladas por semana e todo o lixo não reciclado pela sua equipe está sendo levado para o Aterro. O presidente da Transformare se enrolou ao falar das despesas e receitas da associação. Afirmando que atualmente, o lucro é de R$7 mil/mês e os gastos são de apenas R$500, mas que paga pelo aluguel de dois caminhões e pelo financiamento de outros dois.

Nesta semana, Marcelo voltou ao Legislativo e dessa vez, pode fazer uso da Tribuna para fazer o contraditório. “Hoje não existe mais a Recifor dentro do Aterro. Foi necessário abrir uma nova associação para cadastrar os catadores, porque o antigo presidente deixou uma dívida enorme que continua ativa, uma vez que no papel, a Recifor ainda existe”, explicou o secretário, que informou que, atualmente, os catadores estão tirando cerca de R$1 mil/mês nessa nova associação e que na época da Recifor, eram recolhidos cerca de 50 kg de latas por mês e que agora, a quantidade passou para 800 kg.

Outra informação rebatida por Marcelo é sobre a destinação dada ao lixo da Transformare. “Diferente do que disse Chicão, o material que não é reciclado por eles nunca foi para o Aterro. Fica em um depósito localizado atrás da Globoaves, de maneira inadequada. Além disso, eles trabalham sem fazer uso (obrigatório) de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e não possuem alvará de funcionamento”, explicou.

Por meio de fotos apresentadas durante a reunião, Marcelo mostrou onde fica e qual a situação do depósito de lixo da Transformare. Questionado pelos vereadores sobre o que foi feito a respeito, ele explicou que acionou a Polícia de Meio Ambiente e o Ministério Público e aguarda uma solução imediata, uma vez que o lixo já está contaminando uma mina d’água que existe nas proximidades.

Aterro Sanitário

O secretário falou ainda sobre a situação atual do Aterro Sanitário e pediu a colaboração dos vereadores para a aprovação de lei que libere recursos para a construção de uma nova célula para receber o lixo, já que as que foram abertas estão no limite. O grande problema, segundo Marcelo é a falta de recursos, apesar da urgência.

Marcelo garantiu ainda que, diferente do que foi informado durante a reunião do dia 11 de julho, não há vazamento do chorume no rio Pouso Alegre e qualquer um dos vereadores que tivessem dúvidas, poderiam visitar o Aterro para entender como funcionam as estações de tratamento no local. Disse ainda que, atualmente, o maquinário utilizado para cobrir o lixo é o adequado e que todos os esforços necessários estão sendo feitos para otimizar a operação do Aterro.

Outros problemas

Os vereadores aproveitaram a presença do secretário e apresentaram questionamentos a respeito das condições de limpeza da cidade e em especial do parquinho instalado na praça do Terminal Rodoviário (de responsabilidade da Gestão Ambiental), onde segundo Mauro César, há até mesmo fios desencapados colocando em risco a vida de crianças e adultos. Sobre esse assunto, Marcelo pediu desculpas pela situação: “Reconheço que a situação do parquinho está péssima e já enviamos um eletricista para verificar a fiação. Estamos com problemas por falta de pessoal. Já estávamos com poucos capinadores e ainda tem a questão do direito a férias e um dos nossos servidores foi recentemente atropelado. Hoje temos três capinadores para dar conta da cidade toda, é impossível”, explicou.

Por fim, o secretário foi elogiado pelos vereadores por ter se apresentado de forma espontânea para responder sobre as questões da pasta.

print

Comentários