A Secretaria de Saúde de Divinópolis realizou na manhã desta quinta-feira (5) uma coletiva de imprensa para apresentar a situação financeira da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto, que segundo o secretário da pasta, Rogério Barbiere, não será fechada.

Entretanto, o secretário cobra posição do Estado na regulação de leitos – disponibilização de vagas para os internados na UPA – para evitar a superlotação do local e pagamento de 13 parcelas de R$ 125 mil que o Estado deve à UPA.

Apesar de reforçar o não fechamento da unidade, o Conselho Regional de Medicina (CRM), informou que será votada uma “interdição ética” da UPA nos próximos dias. O secretário de Saúde afirma que é a favor e foi um dos integrantes do grupo que solicitou a interdição ao CRM.

A interdição ética foi solicitada pela direção clínica e técnica da UPA e pela Secretaria de Saúde. “Eu solicitei também, pois como médico tenho obrigação ética junto a esse conselho e os motivos são: a superlotação e a condição de trabalho dos profissionais”, destacou Barbiere.

“A interdição ética não implica no funcionamento prático da unidade, que pode ser interditada eticamente com todos os funcionários lá dentro. Mas isso gera um desconforto, pois assim estamos sinalizando que a unidade está funcionando fora da lei e leva uma série de implicações. A regulação de leitos do Estado tem que arrumar lugar para os pacientes que estão lá e precisam pagar 13 parcelas atrasadas devidas diretamente para a UPA”, completou.

A UPA de Divinópolis é qualificada como Nível VIII e essa configuração a habilita para ser porta aberta 24 horas. Com isso, os pacientes deveriam ser atendidos e encaminhados para outras unidades hospitalares, de acordo com as necessidades. Contudo, há no local pacientes internados há mais de 20 dias à espera de uma vaga.

“Todo contingente de pessoas que está na UPA precisa sair de lá. Quem regula a Central de Leitos é o Estado e se o Estado não arruma um lugar para esses pacientes ele ficam na UPA, na situação em que estão. Precisamos que todos os poderes tomem uma providência quanto ao pagamento devido. Não existe funcionamento de nenhum serviço sem dinheiro. A UPA só não fecha porque a gente toca do jeito que precisar pela responsabilidade social. Mas nós temos que cobrar do Estado”, finalizou.

 

Fonte: G1||

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