Um servidor público da Prefeitura de Extrema, no Sul de Minas, foi morto na madrugada desse domingo (24), dentro da própria casa.

César Augusto de Oliveira, de 48 anos, foi encontrado amarrado na cama, com o corpo parcialmente queimado. Um suspeito de cometer o homicídio foi preso ainda ontem, numa operação das polícias Civil e Militar.

Segundo a PM, o crime teria ocorrido por volta da 1h40 da madrugada de domingo. A vítima e o suspeito se conheciam e tinham sido vistos na noite de sábado em um bar da cidade. Os dois teriam saído juntos e seguido para a casa de César Augusto.

Ainda de acordo com a polícia, na residência, eles tiveram um desentendimento, quando o suspeito aplicou um golpe ‘mata-leão’ no servidor, que morreu por asfixia. Ainda segundo a polícia, após o crime, o suspeito tentou incendiar o cômodo. Mas o fogo não se alastrou.

O homem ainda fugiu com o carro da vítima, sentido a um ponto da cidade conhecido como Serra do Lopo. Lá, o indivíduo tentou incendiar o veículo, mas também não conseguiu. O suspeito foi preso na casa da mãe por agentes da Polícia Civil.

Notas de pesar


A Prefeitura de Extrema divulgou nota de pesar para lamentar a morte do servidor. Cesar Augusto trabalhava na Secretaria de Recursos Humanos, na área de segurança do trabalho. A nota afirma que “César deixará saudades e muita indignação com sua partida repentina”.


“A Prefeitura Municipal de Extrema manifesta seus sentimentos a todos os familiares e amigos, reforçando sua plena confiança na Polícia Civil do Estado de Minas Gerais e nos demais órgãos de segurança pública encarregados das investigações, a fim de apurar as circunstâncias em que se deram tais fatos”, diz a nota da prefeitura.


O coletivo LGBT de Extrema também publicou nota. Além de lamentar a morte de César, o coletivo pede que o assassinato seja investigado.


“A suspeita de um assassinato com motivação homofóbica dá um nó na garganta, um mal-estar e uma angústia difícil de lidar. Inicialmente, a gente nega, tentando encontrar outras possíveis explicações. Depois quando as notícias não param de chegar fica uma sensação de desconforto e impotência. Enquanto a gente não começar a falar com respeito sobre as mais diversas formas de ser e de amar – crimes como esse só vão aumentar e todos nós somos um pouco culpados disso”, diz a nota do coletivo.

Fonte: Estado de Minas

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