Os servidores da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fura-Filas por supostamente terem recebido a aplicação da vacina contra a Covid-19 de forma irregular, receberão a segunda dose do imunizante. Até o momento, duas listas com nomes de 2.680 pessoas – parte sem pertencer à linha de frente do combate à pandemia ou mesmo a grupos de risco – já foram divulgadas. Nos documentos, há assessores, funcionários da Farmácia de Minas e até pessoas que estão em home office. 

Segundo informou a SES na manhã da terça-feira (6), a aplicação está garantida conforme uma deliberação de janeiro deste ano, que aprova a administração das duas doses do imunizante pelos municípios do Estado em todos os trabalhadores de saúde, de acordo com as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações.

“Ressaltamos que a aplicação da segunda dose é medida importante para garantir a segurança sanitária de toda a população, uma vez que os estudos científicos publicados até o momento comprovam que para a imunidade ser alcançada, individual e coletivamente, é importante a aplicação das duas doses”, disse a pasta em nota.

A Secretaria de Saúde ainda não informou, porém, quando a vacinação em segunda dose será iniciada ou quantos servidores serão imunizados, mas disse que as investigações sobre a suspeita ainda estão em andamento.  “A Controladoria-Geral do Estado de Minas Gerais (CGE)  informa que as investigações para averiguar supostas irregularidades no processo de vacinação dos servidores da Secretaria de Estado de Saúde (SES) encontram-se em fase de análise preliminar para apurar se há indícios de materialidade e autoria, informações mínimas para a instauração do Processo Administrativo Disciplinar (PAD), se for o caso”, concluiu. 

Entenda

No último dia 12 de março, uma primeira lista foi entregue à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) com nomes de 828 servidores da pasta, entre eles o até então secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, que teriam recebido, de forma irregular, a aplicação em primeira dose do imunizante contra a Covid-19. Todos eles lotados em Belo Horizonte.

No dia 17 do mesmo mês, uma segunda lista com nomes de mais 1.852 servidores da SES foi entregue à ALMG. Destes, 134 profissionais estão em regime de teletrabalho. Os servidores que supostamente furaram a fila de prioridade da imunização trabalham nas superintendências regionais do interior do Estado.

Somados, os dois documentos apresentam mais de 2.600 nomes. Por conta da polêmica, na ocasião, o governador Romeu Zema (Novo) definiu pelo afastamento do ex-secretário e anunciou Fábio Baccheretti como novo titular da pasta.

Fonte: Hoje em Dia

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