Durante assembleia realizada nessa segunda-feira (29), os servidores municipais de Divinópolis decidiram  que não vão aceitar o pedido da Prefeitura de adiar o reajuste salarial de 2019.

Em nota enviada à imprensa nesta terça-feira (30), o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região (Sintram) e o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal do Município de Divinópolis (Sintemmd) disseram que existe uma Lei Municipal 8.083/2015, mais conhecida como a “Lei do Gatilho”, que prevê a revisão automática anual dos salários do funcionalismo, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA).

Ainda segundo os sindicatos, a revisão do IPCA deveria ter ocorrido em março, que é a data base da categoria para as negociações de reajuste salarial.

“É falta de planejamento, não tem jeito. Nos outros municípios em que o Sintram atua teve prefeito que adiantou o 13º salário, o reajuste anual. Sabemos que muitos que estão lá não têm preparo para o cargo”, disse a presidente do Sintram, Luciana Santos.

Além da reposição do gatilho salarial, os servidores também querem o reajuste do vale-refeição.

Entenda o caso

A Prefeitura de Divinópolis enviou um ofício ao Sindicato dos Servidores pedindo o adiamento da negociação salarial de 2019. Amedida teve como justificativa a crise financeira que a cidade enfrenta desde 2017.

De acordo com a Administração, a retenção de recursos em 2018 e 2019 desencadeou um rombo nos cofres públicos. Por causa disso é impossível conceder o reajuste necessário aos servidores. A Prefeitura destacou, ainda, que o município não tem mais capacidade de endividamento.

No decorrer dos últimos dois anos, os débitos afetaram as contas de diversos municípios, como Divinópolis, por exemplo, que começou a parcelar o salário dos funcionários da educação no ano passado e depois estendeu a medida para os demais servidores.

Em dezembro de 2018,o salário de outubro dos professores da rede municipal ainda estava em atraso e seria quitado no dia 31 com verba de outro setor da Prefeitura.

 

 

 

Imprimir

Fonte:

G1