A cada cinco reclamações feitas nos órgãos de defesa do consumidor em todo o país, em 2011, pelo menos uma foi referente à telefonia celular, tanto no que se refere ao serviço quanto aos aparelhos, o que representou 20% do total, conforme levantamento da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon/MJ).
O levantamento tem como base dados de 170 Procons integrados ao sistema nacional de defesa do consumidor. Considerando os mais diversos problemas, foram feitas 1,69 milhão de reclamações.
A área de produtos liderou o ranking, com 52% das queixas, com destaque para os aparelhos celulares, que responderam por 14,1% delas de todas as queixas levadas aos Procons. O setor financeiro e serviços essenciais também sobressaem na lista.
É o segundo ano consecutivo que os aparelhos celulares ocupam a primeira posição. Na sequência, estão os produtos de informática (6,8%), eletrodomésticos da linha branca (6,8%), cartões de crédito (6,6%), serviço de telefonia celular (6,1%) e bancos comerciais (5,6%).
Empresas
De acordo com a pesquisa, entre as empresas mais reclamadas, destacam-se as dos setores de telefonia, varejo, bancos e fabricantes de eletrodomésticos. O professor Leonardo Lessa considera a área de telefonia a pior. Tive problema duas vezes. E só resolvi no Juizado Especial, ressalta.
Entre as empresas, a Oi Fixo/Celular liderou o ranking, com 6.919 queixas ou 4,52% do total de reclamações que evoluíram para processos administrativos. Do total, 38,03% não foram atendidas pela empresa.
Neste ano, conforme o coordenador do Procon da Assembleia, que atualmente não faz parte da base de dados da Secretaria Nacional do Consumidor, a telefonia, considerando a móvel e a fixa, lidera as reclamações, conforme o coordenador Marcelo Barbosa. Pela primeira vez, no Procon da Assembleia, o setor de telefonia ultrapassou o cartão de crédito nas reclamações, observou.

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