A indicação semanal de leitura, fruto da parceria entre as Bibliotecas Públicas de Formiga e o portal Últimas Notícias na coluna “No meio do caminho tem um livro”, traz nesta sexta-feira (11), o livro Shantaram, de Gregory David Roberts

“…E, por  julgarem que minha natureza fora abençoada com uma felicidade pacífica, as mulheres haviam concordado com a proposta para meu primeiro nome. Era Shantaram, que quer dizer homem de paz ou homem da paz de Deus. “(pág 142)

Resenha

– Foto: Reprodução

Shantaram conta a história do autor Gregory David Roberts que, ao se divorciar, se rendeu completamente à heroína, perdeu o contato com sua filha, sua família e passou a roubar para alimentar seu vício; sendo preso em 1978 por assalto à mão armada e condenado a 19 anos de prisão.

As torturas sofridas dentro da cadeia e o desejo pela liberdade levaram Roberts a fugir. Em 1980, livre da prisão e um dos mais procurados foragidos da Austrália, ele desembarca em Bombaim, a cidade mais populosa do mundo. Além de falar sobre tudo o que ele viveu no novo país, fala da cultura indiana, dos diferentes povos que habitam o lugar e de seus costumes. Gregory encontrou na cidade a acolhida que nunca teve em nenhum outro lugar, se sentiu em casa em meio ao caos da cidade indiana marcada pela pobreza, desigualdade e crimes.

Entre o amor pela cidade, sua cultura e seu povo e o ódio e medo despertado quando sua liberdade fica novamente ameaçada, revela força e perseverança.

Com mais de 900 páginas  teve que escrever o livro por três vezes, pois os dois primeiros manuscritos foram destruídos pelos policiais ao ser preso novamente, 10 anos após a fuga, na Alemanha.                                                                                      

Linchamentos, sujeira, tráfico de drogas, tudo o que é corrupto e ilegal não diminui o sentimento de familiaridade com a cultura, o povo e a filosofia indianos.

Narrando em primeira pessoa, conforme se envolve mais ainda com a cidade e a absorve, o leitor também a aceita em suas particularidades e estranhezas, e vai também descobrindo um pouco mais do passado do protagonista.

 “É a capacidade de perdoar que nos torna o que somos. Sem o perdão, nossa espécie teria se aniquilado em infindáveis retaliações. Sem o perdão não haveria história, esperança, não haveria arte, pois toda obra de arte de certa forma é um ato de perdão.”

Quer mergulhar nesta história? Visite a Biblioteca Pública Dr. Sócrates Bezerra de Menezes, localizada na praça São Vicente Ferrer, Centro.

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