Tontura, vômito, dor de barriga, cefaleia e uma série de outros sintomas físicos comuns na infância podem ocultar problemas de relacionamento, insegurança, depressão e estresse entre as crianças.
Pesquisa realizada pela Isma-BR, representação brasileira da International Stress Management Association, associação presente em 12 países que trabalha a prevenção e o tratamento do estresse, revelou que oito em cada dez crianças têm manifestações psicossomáticas e apresentam problemas de saúde para os quais não há causa clínica determinável.
Sensações
As consequências emocionais do estresse na criança podem se traduzir em diversas sensações, como nervosismo, medos, irritação e a impaciência. O organismo não diferencia se a criança está tendo dor de barriga porque está ansiosa ou porque comeu maionese estragada. A fonte dos sintomas é bem diferente, mas a sensação de dor e desconforto é semelhante, afirma Ana Maria Rossi, presidente da Isma-BR e doutora em psicologia.
Entre as mudanças comportamentais observadas nas crianças durante as análises estão a agressividade, a passividade, a dificuldade de relacionamento, as alterações no apetite – incluindo o aumento no consumo de doces – e o choro sem motivo.

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