As 147 unidades prisionais do Estado começam a operar 470 novos equipamentos de inspeção de segurança, que somam um investimento de aproximadamente R$ 1,5 milhão, custeado pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Na tarde de terça-feira (19) foi realizada a última etapa do treinamento de agentes de segurança penitenciários para a operação dos aparelhos. São 12 esteiras de Raios-X, 45 detectores de metal do tipo portal, 289 do tipo bastão e 124 do tipo banqueta.

Uma equipe do Depen esteve em Belo Horizonte para acompanhar o treinamento, que teve duração total de 16 horas. Durante o curso, além de aprenderam a operar os equipamentos com eficácia máxima, os agentes receberam orientações para humanizar a revista de presos e visitantes.

Um dos agentes treinados foi Anderson Mota, do Presídio de Itaúna. Segundo ele, os novos equipamentos serão importantes para garantir a segurança dentro da unidade prisional e impedir a entrada de materiais ilícitos com mais eficácia.

“Aprendemos como funcionam adequadamente os equipamentos, tanto na prática quanto na teoria. Quanto mais reduzirmos as revistas invasivas, melhor”, diz o agente, que agora será um multiplicador do conhecimento adquirido.

No Presídio de São Joaquim de Bicas I, onde foi realizado parte do treinamento, já está em funcionamento a esteira de Raios-X. Agora não é mais necessário abrir sacolas e “revirar” os alimentos trazidos por familiares de presos.

O diretor-geral do estabelecimento, Ricardo Helbert Pereira, observa que a esteira trouxe muitos benefícios tanto para os servidores da unidade quanto para os parentes de presos. “Eliminar o toque com as mãos traz mais dignidade para a família e para o detento, além de conferir agilidade ao procedimento de entrada de alimentos, objetos e demais materiais”, diz Ricardo Helbert.

Segundo a diretora de Políticas Penitenciárias do Depen, Valdirene Daufemback, além de prestar apoio aos governos dos Estados e do Distrito Federal, o objetivo da doação dos equipamentos de inspeção é acabar com a revista vexatória em estabelecimentos penitenciários.

“Ao mesmo tempo em que aumentam a segurança, impedindo que objetos estranhos entrem nas unidades, como armas, drogas e celulares, os equipamentos vão permitir que familiares de detentos e demais visitantes não sejam submetidos a tratamentos que violem sua integridade”, explica Daufemback.

 

Fonte: Segov||

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