Todo artista que se preze tem um grande sonho. O do Skank era poder, um dia, tocar para o Mineirão lotado. E eles alcançaram esta meta. No último dia 19, cerca de 50 mil pessoas esgotaram os ingressos para a apresentação do grupo mineiro, naquele que foi o último evento oficial do Mineirão, maior palco do futebol em Minas, e que agora ficará fechado por 30 meses para passar por profundas reformas, visando a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. O show, acompanhado in loco pelo Nova Imprensa, foi registrado pelo canal de TV Multishow e renderá um material que será lançado em CD, DVD e Blu-Ray. O lançamento está previsto para o mês de outubro.
O Skank, formado por Samuel Rosa (voz e guitarra), Henrique Portugal (teclados), Haroldo Ferretti (bateria) e Lelo Zaneti (baixo) ? e que tem ainda o formiguense Paulo Márcio (trompetes) na banda de apoio ? subiu ao palco por volta das 21h e saiu de lá apenas 3 horas depois. Na setlist, cerca de 34 músicas que revisitaram todas as fases da banda, entre elas duas inéditas: ?De repente? e ?Presença?, ambas frutos da parceria entre Samuel Rosa e Nando Reis.
Grandes sucessos antigos como ?É uma partida de futebol?, ?Pacato Cidadão?, ?Jackie Tequila? e ?Garota Nacional? foram mesclados com hits mais recentes da banda, como ?Sutilmente?, ?Mil Acasos?, ?Uma canção é pra isso? e ?Ainda gosto dela?, que contou com a participação especial da cantora Negra Li.
Com um público variado, formado por fãs de diversas partes do país, o vocalista Samuel Rosa fez questão de falar sobre um estereótipo que perseguiu a cena musical mineira no início dos anos 90. Antes de dedicar a música ?Amores Imperfeitos? especialmente para os mineiros, o vocalista disse se sentir orgulhoso por fazer parte de uma geração que aconteceu primeiro em Minas Gerais. ?O Skank é fruto de um amadurecimento da cidade (BH), ali dos anos 90, quando surgiu uma retomada em termos de iniciativa musical. O mais legal disso tudo é que eu vivi uma época em BH que alguns artistas falavam que o público mineiro era muito resistente às coisas novas, que era preciso fazer sucesso primeiro no eixo Rio-São Paulo para depois ser reconhecido aqui. Mas eu faço parte de uma geração que aconteceu primeiro em BH e a gente tirou a muleta de muita gente incompetente que ficava jogando a culpa em vocês?, desabafou.
O registro das imagens do show, dirigido por Oscar Rodrigues Alves, foi todo gravado com equipamento de alta definição e reuniu o que há de melhor em termos de tecnologia. O diretor utilizou ao todo 14 câmeras de alta definição, sendo três micro câmeras e uma super grua de 25 metros. O registro do áudio do projeto foi assinado por Dudu Marote, que já produziu três álbuns do Skank: ?Calango? (1994), ?O Samba Poconé? (1996) e ?Estandarte? (2008). A mixagem será feita em Nova York no mês de agosto.
O cenário, assinado por Marcos Sachs, criou uma atmosfera inspirada no marcante estilo arquitetônico do Mineirão, criado em setembro de 1965. No palco, mais de 300 tubos de led (estruturas tubulares de led), que fizeram a animação de luz. A iluminação ficou a cargo do premiado Césio Lima, que também assinou o projeto de luz do show ?Carrossel?.
Se o Skank tinha um sonho de tocar no Mineirão só pra ele, isso foi estendido para milhares de mineiros, que viram sua principal banda fazer história no palco mais aclamado pelos amantes do futebol daqui. Sobre o show, Samuel escreveu no site oficial da banda que foi o dia mais especial da carreira do Skank. ?Já se passaram três dias e as imagens e sensações que tive não me saem da cabeça. Seria difícil repetir tudo com a mesma perfeição daquela noite?.

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