Uma volta olímpica no Mineirão, em que usou de forma alternada a camisa argentina e a do Cruzeiro, foi o último ato de Sorín, que encerrou sua carreira de jogador de futebol, na vitória do clube mineiro sobre o Argentino Juniors, seu primeiro time profissional, por 2 a 1.
É incrível a minha carreira acabar assim, em festa solidária, com Mineirão lotado, cheio de pessoas que gostam de mim. É um privilégio e foi realmente incrível, afirmou Sorín, que admitiu que não esperava tantas pessoas no Mineirão, por ser um jogo amistoso e disputado durante a semana.
Bastante emocionado, Sorín jogou o tempo todo da partida internacional, inclusive alguns minutos pelo Argentino Juniors. Quis retribuir ao meu primeiro time profissional, explicou o ex-craque argentino. Nunca vou esquecer essa festa com a minha filha (Elisabeta), minha mulher (Sol) e amigos. Agora sim, posso dar volta olímpica. Como eu decidi, então, estou feliz, me despeço do futebol com felicidade, brincando, como sempre fiz e fazendo tudo pela camisa que defendi, salientou.
Os companheiros de Sorín não pouparam palavras para elogiar o argentino. É muito bonito, nós atletas ficamos felizes, o Sorín é excelente pessoa, exemplo para todo mundo, para os jovens que acham que futebol é só chegar e jogar. Não é assim. Ele fez por onde colocar 50 mil pessoas aqui e temos de bater palmas para ele, desejo sorte para ele na sua nova vida, comentou o lateral-esquerdo Fernandinho, que está voltando a jogar.
Outro veterano, que voltou a jogar na festa de Sorín, foi Athirson, também lateral-esquerdo e que estava há muito tempo parado por causa de contusões. Fico feliz pelo Sorín, um estrangeiro, um gringo, um argentino ter esse carinho do torcedor brasileiro. Ele merece, tem coração muito bom e ter participado desse evento foi muito bom, salientou.
O jovem Diego Renan, que vem sendo o titular da lateral esquerda, destacou os conselhos recebidos pelo argentino. É uma grande pessoa e grande amigo. Quem sabe no futuro possamos passar por situação dessas. Ele me ajudou muito, não só ele como vários outros jogadores experientes. Fico feliz pelo presente que a torcida deu a ele, ressaltou.
Sorín, que recebeu o título de cidadão honorário de Belo Horizonte no mês passado, reafirmou a identificação com a capital mineira, cidade onde nasceu a sua filha, a pequena Elisabetta. Sobre o futuro, o eterno camisa 6 destacou que vai avaliar com o tempo as situações que lhe foram propostas. Vamos continuar morando aqui em Belo Horizonte, nossa filha nasceu aqui e estamos muito felizes. Agora vamos ver, todas as ofertas foram postas e vamos pensar e decidir com calma, sabendo que a relação com o Cruzeiro vai ser eterna, observou.

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