O ano de 2016, infelizmente, promete ser um ano péssimo com inflação alta, desemprego, recessão e aumento de impostos… Mas é possível que o cidadão brasileiro, ou de qualquer lugar do planeta, atue de forma a reduzir seus gastos e seu impacto no meio ambiente.

O melhor projeto hoje que se pode implementar no Brasil, quiça no mundo, por iniciativa individual, já que não se pode esperar nenhum tipo de incentivo governamental, é investir em lâmpadas LED, ou seja trocar todas as lâmpadas que ficam ligadas por muito tempo, na sua casa, comércio ou indústria. Consultando minha conta, vejo que estou pagando R$ 0,75 (Mama mia! Governo ladro!). Aquelas duas lâmpadas na cozinha, apenas 40W, ligada 12 horas por dia, custam quase R$ 11,00, se trocar por uma led de 9W e outra de 12W, que custam cerca de 60 reais, incluindo o envio com o caríssimo Sedex, recupera o investimento em um ano ou em cerca de sete meses se for trocando conforme vai queimando.

Na minha casa já consegui trocar os locais que mais ficam acesos e minha conta caiu 35%. Comprei lâmpadas de todo tipo e no Brasil e na China via internet. Experimentei diversos fornecedores chineses, a maioria é picareta, poucas lâmpadas valem a pena comprar de lá, no próprio país é melhor, pela garantia, o Código do Consumidor funciona bem no Brasil e pela qualidade, o INPI desenvolve um ótimo trabalho no país. Pesquisando preço, é possível comprar lâmpadas de dois a três reais por quilowatt.

O próximo passo é substituir o aquecimento elétrico pelo solar. O chuveiro elétrico é a pior forma de gerar calor, gasta muita energia e representa um custo alto. A eletricidade é uma energia nobre e não deveria ser usada para gerar calor. O sistema de coletor solar térmico existe há décadas, é fácil de comprar e de instalar, e os custos são bastante acessíveis e compensam mesmo para pequenas famílias.

Mas o investimento que todos que podem e deveriam fazer é a geração de energia elétrica usando a luz do sol ou os ventos. Quem tem um pouco mais de cinco mil reais para investir pode adquirir um sistema de geração pequeno ON GRID (grid-tie), de 1 kWpico, que é um sistema que injeta a energia elétrica gerada diretamente na tomada junto com que chega da companhia de eletricidade. Nesse valor, claro, utiliza-se um inversor grid-tie com certificação europeia, porque o certificado no Brasil está custando uma fortuna, por que? Porque a Aneel – aquela agência nacional que tinha entre seus nomeados gente que não entende nada de energia elétrica- resolveu exigir certificação nacional, daquele jeito brasileiro, que complica e encarece. E põe caro nisso!

E o custo do novo relógio de luz vai para o consumidor. E, obviamente, é um custo alto. Só nos resta a desobediência civil: gerar a energia elétrica e não comunicar o governo. Cada quilowatt instalado gera cerca de 135 quilowatt-hora por mês em São Paulo, economizando mais de cem reais por mês, ou seja, nesse custo absurdo da energia elétrica, o sistema se paga em menos de cinco anos. E o ideal é substituir 50% do consumo, acima disso tem que obedecer às normas da Aneel. É um bom começo!

Imprimir

Comentários