Em São Paulo saiu vencedor no primeiro turno, contrariando as previsões até mesmo de “renomados” Institutos de Pesquisa, o ilustre empresário João Dória Junior.  No Rio de Janeiro, nesta mesma linha, Marcelo Crivella derrotou seu principal oponente e em Belo Horizonte, com o apoio dos atleticanos, cruzeirenses, americanos e de outros torcedores que pouco se importaram com os apelos de Aécio Neves e de outros figurões, a capital dos mineiros, optou por eleger Alexandre Kalil e derrotou João Leite que, segundo as más línguas, agora tem até o direito de pedir música no Fantástico.

O que teriam estes senhores recém-eleitos em comum com Mr. Trump que, lá nos Estados Unidos, derrotou a poderosa senhora Hilary Clinton?

Todos, talvez com exceção do Bispo Crivella, durante suas campanhas, mostraram aos eleitores que eles pouco se lixam com as práticas políticas ou politiqueiras adotadas pela esmagadora maioria dos candidatos a quaisquer cargos em seus respectivos países e, assim agindo, deixaram claro que possuem uma grande sintonia com o eleitorado que, de fato, anda de saco cheio de ser tratado apenas como financiador obrigatório dos gastos perdulários exigidos pelos “comandantes” da tropa que faz funcionar, ou não, a máquina pública. E mais ainda, que a grande maioria deles (candidatos), lá como cá, apenas se revezam entre eles mesmos, pulando de partido em partido, para que no final, todos possam se perpetuar nos cargos, usufruindo das “benesses” que o poder lhes assegura, ainda que ilicitamente.

Saindo do universo das grandes metrópoles ou da disputa eleitoral para o comando da presidência dos EUA e analisando o que ocorreu aqui mesmo na nossa diminuta Formiga, observamos que na eleição para o preenchimento dos cargos de prefeito e vice, considerados os resultados, inclusive para o preenchimento de algumas cadeiras do Legislativo municipal, fica-nos fácil afirmar que tudo indica que o mesmo sentimento, o do saco cheio com o passado e a firme vontade de ver tudo modificado de uma vez por todas, foi o que de fato emergiu das urnas.

Até mesmo a vitória de alguns vereadores, repetimos, ainda que neófitos no ramo, também traduziu esta vontade. Alguns destes, só se valeram dos tais partidos para poderem se candidatar. Afinal a lei assim exige, não é?

Porém, suas formas de agir ou suas plataformas apresentadas, em nada se assemelham com as tais ideologias partidárias, sejam elas alinhadas à esquerda ou direita. Na verdade, quem os conhece, aqueles que neles confiaram, sabiam de seus posicionamentos independentes e quais seriam ou serão seus comportamentos, uma vez eleitos.

Felizmente, parece que o povo, inclusive o daqui, já sabe e as urnas mostraram isto, quem veio para servir ou para servir-se. Os últimos quatro anos nos ensinaram e muito!

Se agora os políticos, falamos aqui dos recém-eleitos, porque após as suas posses, todos assim se enquadrarão (como políticos, na essência do termo), tiverem juízo bastante e forem capazes de levar a cabo suas promessas, talvez o enorme índice de rejeição demonstrado pelas abstenções e votos em branco, possa quem sabe, daqui a dois anos, diminuir.

Se isto ocorrer e a credibilidade perdida vier a se recuperar de alguma forma, quem sabe, todos nós possamos escolher dentre novos nomes, governadores e até mesmo um presidente que, pelo voto direto, democraticamente, represente a todos aqueles que, como nós, ainda acreditam que o serviço público pode e deve ser exercido sempre, em nome do objetivo maior, visando apenas o interesse público e a melhor aplicação dos recursos que financiam tal atividade.

Aqui mesmo, em pouco mais de 60 dias de atuação do governo que assumiu por força judicial, o comando administrativo-financeiro desta cidade, apesar do caos herdado e das dificuldades de toda ordem existentes, o povo já sentiu que esta conduta, pode e deve ser perseguida.

A sensação reinante e demonstrada por grande parcela da população, traduzida até mesmo através de comentários nas redes sociais é a de que, felizmente agora, novos ares se respira na cidade e a confiança coletiva nas ações de governo, voltou a existir, é algo palpável!

Este, nos parece, será o grande legado que Eduardo Brás deixará para Eugênio e Cid.

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