Se os limites de velocidade fossem respeitados nas rodovias e os corredores ecológicos previstos em lei, se de fato existissem, é bem provável que este tamanduá, estirado às margens da rodovia que liga Pains a Arcos, ainda estivesse vivo. Aliás, seria bom que as polícias Ambiental e Rodoviária fizessem um inventário nos informando quantas espécies da nossa fauna, diariamente, aparecem mortas nas rodovias deste Estado.
Só no caminho de Furnas, na última semana, um assíduo frequentador do lago nos informou que contou dois micos e uma seriema, vítimas fatais do trânsito. É assustador, não é?
À guisa de informação
O tamanduá-bandeira, urso-formigueiro – gigante ou papa-formigas-gigante (Myrmecophaga tridactyla) é um mamífero xenartro da família dos mirmecofagídeos, encontrado nas regiões da América Central e do Sul, e está ameaçado de extinção.
O tamanduá adulto pode atingir 40 quilos de peso e um comprimento de 2 metros, incluindo a cauda. Possui coloração cinza acastanhada, com uma banda preta que se estende do peito até a metade do dorso, cauda comprida e peluda, focinho longo e cilíndrico, pés anteriores com três grandes garras e pés posteriores com cinco garras pequenas.
O animal se alimenta de formigas e cupins, capturados pela língua comprida e aderente. Também é conhecido pelos nomes de iurumi, jurumim, tamanduá-açu e tamanduá-cavalo.

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