Desde que Marcelo Moreno e Diego Tardelli deixaram Minas Gerais, no fim de 2014, as torcidas de Cruzeiro e Atlético, respectivamente, sonhavam com o retorno de seus artilheiros o mais rápido possível. Fato evidenciado pelas campanhas nas redes sociais ao término de cada temporada no Brasil. Ao que tudo indica, desta vez, a dupla deve mesmo regressar aos times onde ganharam projeção nacional e internacional. Cada um deles está arrumando as malas, levando na bagagem a responsabilidade de solucionar alguns problemas do setor ofensivo dos arquirrivais e metas individuais.

Enquanto o Ra-tá-tá-tá chega com a missão de ocupar um lugar no Top 10 dos artilheiros do Galo, o Flecheiro Azul pleiteia a ponta da lista dos maiores goleadores estrangeiros da Raposa. Isso tudo, claro, ainda depende de um acerto entre os atletas e as agremiações.

Tardelli

Ainda em tratativas com a diretoria do Atlético, Diego Tardelli detém números positivos. Em 219 jogos, anotou 110 tentos, contando as duas passagens pelo Galo. Ou seja, a cada duas partidas, ele estufava as redes uma vez.

Se mantiver essa toada, precisará de 32 confrontos para anotar 16 gols, o que o levaria ao décimo lugar dos maiores artilheiros do clube, posto que pertence a Nívio, que jogou nos anos 40 e 50, foi campeão do Gelo e de cinco Mineiros e autor de 126 bolas na rede pelo time. Tardelli é o 15º na escalada.

Atualmente, o setor ofensivo do Atlético é carente de qualidade. Para o posto de centroavante, Dudamel conta com Di Santo e Ricardo Oliveira, nomes contestados por grande parte da torcida. Foi nessa função que Tardelli se tornou artilheiro do Brasil em 2009 (42 gols, sendo 39 em torneios oficiais); no Grêmio, em 2019, porém, ele queria atuar mais pelos lados do campo e acabou não rendendo o esperado.

Moreno

Pelo lado celeste, Marcelo Moreno espera retomar o lugar mais alto da lista de artilheiros estrangeiros do Cruzeiro. Arrascaeta é detentor deste ‘título’, com 50 gols em 188 partidas. São cinco tentos a mais que o atacante boliviano, presente em campo em menos oportunidades: 93 jogos, menos da metade do número de duelos do uruguaio.

Artilheiro da Libertadores de 2008, com oito gols, pela Raposa, Moreno pode voltar a trabalhar com Adilson Batista, seu comandante naquela ocasião. Resta saber se o boliviano conseguirá romper com o chinês Shijiazhuang Ever Bright.

Além do ensejo de retornar ao Cruzeiro, o atacante tenta deixar o China, país que soma mais de 900 mortes por conta do coronavirus.

Arte Hoje em Dia

 

Fonte: Hoje em Dia ||
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