Na tarde desta quarta-feira (26), o terreno onde está o antigo lixão no Maringá foi vistoriado pelo técnico ambiental da Central de Apoio Técnico (Ceat), do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Marco Antonio, que esteve acompanhado pelo prefeito Aluísio Veloso/PT e pelo secretário de Gestão Ambiental, Paulo Coelho.
O especialista veio a Formiga para recolher amostras do solo, do ar e da água dos poços artesianos localizados a 200 metros do lixão e levar o material recolhido para análise em Belo Horizonte. Além disso, o técnico tirou fotos do local.
Nesta terça-feira (25), o funcionamento de dois poços artesianos que abastecem os moradores dos bairros Souza e Silva e do Maringá teve quer ser interrompido por suspeita de contaminação da água.
Durante entrevista, o diretor do Saae, Paulo Quintiliano, disse que duas mil pessoas serão afetadas diretamente pela diminuição no abastecimento de água. Ele pede aos moradores dos bairros e de áreas adjacentes que economizem água, que utilizem somente para o cuidado com a higiene pessoal e para a preparação de alimentos.
A solicitação da interrupção dos serviços de abastecimento e da análise da água dos postos artesianos partiu do Ministério Público, por meio da Curadoria do Meio Ambiente.
Lixo da indústria automobilística
O lixão do Maringá vem sendo monitorado pelo Corpo de Bombeiros, Ministério Público, pelo secretário de Gestão Ambiental, Paulo Coelho, e por demais autoridades da área ambiental. No início deste mês, o local onde está localizado o lixão foi revolvido por meio do uso de máquinas para remover parte da área que estava incandescente e para realizar a análise do terreno.
Para a surpresa de muitos, foi retirado do lixão um grande volume de material de borracha e outros inflamáveis que estavam depositados dentro de sacos (veja fotos no álbum do site), descartados por fornecedores da indústria automobilística.

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